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Plágio é crime?

16 Jan

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O livro dos mortos não é um único livro e não foi escrito por uma única pessoa. É uma coleção de textos, escrita ao longo dos séculos por sacerdotes egípcios, totalizando aproximadamente 200 capítulos. Os capítulos são completamente independentes. E apesar de nenhum ter sido encontrado completo, trata-se de feitiços e magias que supostamente ajudavam os mortos a emergir para uma vida pós-morte.

 

Segue o trecho que deveria ser dito pelo morto no o julgamento final:

– Não fiz mal à humanidade.

– Não oprimi os membros da minha família.

– Não pratiquei o mal em lugar da justiça e da verdade.

– Não tenho conhecido homens sem valor.

– Não tenho praticado o mal.

– Não tenho feito que a primeira consideração de cada dia seja a de mandar realizar para mim um trabalho excessivo.

– Não apresentei meu nome para exaltação de honrarias.

– Não maltratei criados.

– Não desprezei a Deus.

– Não fraudei o oprimido de sua propriedade.

– Não fiz o que os deuses abominam.

– Não fui causa de que o chefe prejudicasse os servo.

– Não causei dor.

– Não fiz nenhum homem sofrer fome.

– Não fiz ninguém chorar.

– Não pratiquei homicídio.

– Não dei ordem para que nenhum homicídio fosse praticado em meu proveito.

– Não infligi sofrimento ao gênero humano.

– Não fraudei os templos das suas oblações.

– Não roubei os bolos dos deuses.

– Não furtei os bolos oferecidos às almas imortais.

– Não forniquei.

– Não me polui nos lugares sagrados do deus da minha cidade.

– Não subtraí coisa alguma do alqueires.

– Não acrescentei nem roubei com fraude terra nenhuma.

– Não me apossei dos campos de outrem.

– Não mexi nos pesos da balança para enganar o vendedor.

– Não li errado o que indicava a balança para enganar o comprador.

– Não tirei o leite da boca das crianças.

– Não levei o gado que estava em seus pastos.

– Não peguei no laço os pássaros de penas das coutadas dos deuses.

– Não peguei peixe com isca de feita de peixe da sua espécie.

– Não represei água no tempo em que ela devia correr.

– Não sangrei nenhum canal de água corrente.

– Não apaguei o fogo (ou luz) que devesse arder.

– Não infringi os tempos de oferecer as oblatas seletas de comida.

– Não espantei o gado da propriedade dos deuses.

– Não repeli Deus em suas manifestações.

 

A história diz que Moisés foi criado e educado como filho do Faraó, e dessa maneira conheceu todos os mistérios do antigo Egito, incluindo ciência, história e filosofia. Depois de muito blá, blá, blá, aproximadamente aos 40 anos de idade ele liberta os hebreus da escravidão e os leva a terra prometida, onde no alto do monte Sinai transcreve os dez mandamentos, leis que passaram a nortear a vida social, política e religiosa dos israelitas.

Agora, sem perder a ironia. Acho que Deus tirou um xerox de parte do livro dos mortos e entregou a Moisés. Mas quem disse que plágio é crime?

 

Madame Bê

 
 

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