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Privilégios de poucos

13 Set

A indignação causada pelos gaúchos a cerca do Queermuseu, me levou de volta ao meu tão frustrante trabalho de conclusão.

Minha ideia era terminar com chave de ouro, a tão sonhada faculdade de artes. Caricaturas, era o que eu queria! Mas fui boicotada pelo professor do TCC1, que exigiu que eu começasse uma performance e a concluísse no TCC2. 

Confesso que depois do 9,7 que recebi naquele último trabalho, deixei pra trás, todo entusiasmo de vir a ser uma artista. 

Se eu gosto da arte apresentada no Santander? Não, nunca gostei! Nunca gostei de Duchamp e a sua “negação da própria arte”. Hoje qualquer parafuso vira arte, se você fundamentar filosoficamente.
E sim, o que estava exposto no Banco em Porto Alegre é arte. Para alguns pode ser boa, para outros pode ser ruim. E no mundo artístico, tua opinião pouco importa. 

O que me deixou triste não foram os desenhos ou pinturas. O que me deixou triste, foi saber que o banco se beneficiou através da Lei Rouanet pra fazer a tal exposição. 

Em primeiro lugar a lei nunca foi justa. Pois se fosse, todos artistas teriam que receber uma fatia.
Segundo, o artista que recebe o incentivo jamais deveria cobrar ingresso dos que vão prestigiá-lo.
E terceiro, e o mais assustador, somos um País com zilhões de problemas. Não sei se ainda existem rios saudáveis nesse País. 
A água que bebemos é a mesma onde o esgoto  é depositado. Pessoas vivem em barracos feitos de papelão. Milhares de pessoas não têm acesso a água potável. São “N” problemas. Por isso, ao meu ver, a Lei Rouanet deveria ser revista. 

Os nossos políticos, na sua maioria, são vigaristas e aproveitadores. Tem no mandato a vantagem de tirar proveito de qualquer investimento que é feito. Do outro lado milhares de brasileiros se vendem por qualquer valor ou favor. Até na merenda escolar há falcatruas. Infelizmente somos o povo do jeitinho. Enquanto essa “cultura de favores” não mudar, eu sou contra esse tipo de incentivo. A corrupção está enraizadoa em todos os setores. E seria difícil acreditar que não estaria no Ministério da Cultura. 

E sim, eu acho que a arte é importante num País. Eu acho que o povo deve se alimentar de cultura, esporte, etc. Mas que o dinheiro venha de setores privados, sem exonerações. Um banco como Santander não precisa de dinheiro público pra patrocinar arte ou qualquer outro tipo de evento. E por favor, essa é a minha opinião. 
Segue a obra do Hieronymus Bosch –

The Garden of Earthly Delights ( O Jardim das Delícias Terrenas) , Óleo sobre madeira, 1504.

Madame Bê 

 
1 Comentário

Publicado por em 09/13/2017 em outros

 

One response to “Privilégios de poucos

  1. tadeujezler

    09/13/2017 at 11:58 pm

    na realidade tudo são só desculpas , não vejo ninguem com compromisso na verdade neste pais de NADA que tudo e uma arte para deixar o povo como o proprio destino – vai ser sempre assim o povo agradece por coisa nenhuma uma verdadeira encrenca -por coisa alguma !!!!!!

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