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Por aí

14 Out

Eu amo viajar. Quem não gosta. , Difícil alguém dizer que não gosta. Conheci recentemente SAN Andrés. Uma ilha colombiana no meio do Oceano Atlântico. A água tem a cor de um topázio azul. Você pode estar mergulhada com água até o pescoço e mesmo assim enxerga seus pés. Impressionante a transparência. Mas, mas… sempre há um mas, um porém, um entretanto. Que pena! A pobreza do lugar, deixa você desolada. Um lugar tão lindo hospeda um povo tão pobre. 

Qual o problema da América Latina? Porque as coisas não deslancham por aqui? Porque ilhas semelhantes colonizadas por ingleses, por exemplo, conseguem chegar quase a perfeição e outras colonizadas por espanhóis e portugueses têm na sua característica um povo sem educação, sem ambição ou sem consciência ambiental

Todo turista que entra na ilha, precisa pagar uma taxa de U$ 40,00. Todos os dias pousam aproximadamente cinco aviões lotados. Sendo que no verão esse número é bem maior. Façam a conta. Esse dinheiro não fica pra melhorar a vida dos nativos, esse dinheiro vai pra Bogotá. Sabe-se lá pro bolso de quem.

Você ao chegar, percebe como funciona o “sistema”. Em um primeiro momento, precisa entregar a “autorização” provando que pagou os U$ 40,00. Em um segundo guichê você carimba seu passaporte. Em seguida, uma outra pessoa confere o papel da imigração e passa para uma quarta pessoa. Tudo isso, regado a filas kilometricas. Seja bem vindo a mais um País socialista, onde o governo te emprega, fica com a melhor parte do bolo e te joga algumas migalhas.  

Mas o mais triste é ver que o ser humano não retribui com respeito o que SAN Andrés oferece. A ilha parece um lixão a céu aberto. 

Só pra vocês terem uma ideia, o hotel no qual ficamos está localizado na beira do mar. Em toda sua orla, onde a água morre na areia, havia lixo misturado com algas. Plástico, plástico e mais plástico, provavelmente devolvido a noite pelo mar ao único ser racional que habita a face da terra.

No primeiro dia, aquele monte de lixo nos incomodou, mas achamos que limpariam. No segundo dia nada de limpeza, perguntamos porque não limpavam, nos responderam ser responsabilidade da prefeitura, mas iriam fazer, (talvez ficaram com vergonha). No terceiro dia, o menino que levava meia hora, todas manhãs, pra colocar uma cadeira na areia, resolveu pegar na vassoura. Passou a manhã toda juntando o lixo e as algas em seis montes. Sendo que o trilho era de aproximadamente um metro de largura e uns doze metros de comprimento. E pasmem, ele começou a enterrar o lixo ali mesmo, na areia. Prontamente os hóspedes, vendo aquele absurdo, decidiram por recolher os plásticos dos montes colocando-os em sacos de lixo. 

O povo, nativos, andam devagar quase parando. Se não vai hoje, quem sabe vai amanhã. Mas bem expertos na hora de levar vantagem. E engraçado, mesmo sempre levando vantagem, eles não saem do lugar. 

O que falta pra SAN Andrés? Falta alguém que cobre, falta alguém que oriente, falta alguém pra comandar o bonde. Faltam empreendedores, faltam empresários, faltam empregos, na ilha, na Colômbia, e na América Latina. 
Madame Bê 

 
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Publicado por em 10/14/2017 em Brasil

 

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