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Armadilhas

07 Nov

Finalmente nesse final de semana consegui ver o tão polêmico filme sobre a reencarnação de um cachorro, lançado em janeiro desse ano. 

Meu interesse não era a trama em si, mesmo porque reencarnação, espiritismo, vidas passadas, pra mim, traz o velho discurso sobre imortalidade e o medo inconsciente que as pessoas tem da morte. E já deixei claro em outras postagens, meu ceticismo quanto a dogmas.

Eu estava interessada na polêmica. Adoro polêmica! Na época, ativistas lançaram uma campanha de boicote, pediam que as pessoas não fossem ver o filme, pois os produtores teriam maltratado os bichos durante as filmagens. Existe um vídeo sobre; deve estar no YouTube.

A cena que viralizou e chocou milhares de pessoas no mundo, mostra um dos animais sendo “maltratado” em uma cena na água. E claro, o cachorro não quis entrar na água, a maioria dos caninos não gosta, e o pastor alemão que fez a cena provavelmente também não queria, mas a cena tinha que ser feita.

Mas vamos voltar um pouco no tempo. E relembrar filmes e séries, onde foram utilizados cães em papéis de destaque, como Rin Tim Tim, Lassie, Beethoven entre outros, quando o radicalismo e ativistas ainda não existiam.

Um tempo onde centenas, talvez milhares de animais eram estudados, única e exclusivamente para experimentos científicos a fim de achar curas para os males do mundo, sem a chatice de ter no calcanhar um grupo gritando contra. 

Quando zoológicos eram lugares onde famílias se reuniam sem a presença da “culpa” por vê-los enjaulados.

Quando os cachorros eram guardas e não bebezinhos usando roupinhas e dormindo nas camas de humanos. Deixando claro aqui; aquilo que você faz ou deixa de fazer com seu cão, ou sua vida, não me diz respeito. Só espero que não venham com o papo de que trato mal meus cachorros por eu ainda os tratar como tais.

Hoje, pra tudo o que você faz, há um regulamento. Pra qualquer coisa que você fizer, precisa de um aval de quase todos. Tudo vira pretexto pra ativistas levantar suas bandeiras. Pergunto, essas pessoas recebem algo em troca pra pentelhar os que produzem, ou é pelo simples prazer de ver a coisa desabar? Quem sabe um meio termo. Porque do jeito que está; tá chato. 

Talvez a resposta de cada motim, greve, ocupação, revolta seja resultado de um trabalho muito bem articulado de instituições e personagens que nem sempre aparecem. Ativistas tornam-se “profissionalizados”, e nesse cenário nós abraçamos causas que não nos levam a lugar nenhum. 

Li uma frase não lembro onde que dizia: “Você não precisa mais pensar, alguém está pensando por você”. 

Madame Bê

 
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Publicado por em 11/07/2017 em Brasil

 

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