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A trajetória da maçã na história da humanidade

12 Fev

Na Grécia Antiga, oferecer uma maçã para uma garota significava que você queria casar-se com ela e se ela aceitasse a fruta, aceitava também o seu pedido. Para os gregos, a maçã, era associada ao amor e a sensualidade, como também a imortalidade, uma vez que, quem a comer, nunca mais sentiria sede, fome ou enfermidades.

Para os celtas, a maçã era o símbolo da fertilidade, magia, ciência, revelação e do além morte. Diz a lenda, que uma mulher do outro mundo, enviou uma maçã à Condle, filho do Rei Conn, e este se alimentou dela durante um mês.

Na mitologia nórdica, as maçãs simbolizavam a eterna juventude. Uma lenda diz que a deusa Idun guardava as “maçãs douradas mágicas” pois elas eram as responsáveis por manter a juventude dos deuses.

Durante a idade média a maçã torna-se o símbolo do “pecado”. A partir de então, ela passa a ser a fruta descrita por Gênesis e a culpada pela expulsão de Adão e Eva do jardim do Éden. Nessa época encontramos Deus no centro de tudo e a desobediência a ele levaria o homem ao pecado e consequentemente ao castigo.

O conto clássico escrito pelos Irmãos Grimm e imortalizado por Walt Disney, coloca a maçã, mais uma vez, no centro da narrativa. Dessa vez, como um elemento de transição ou ligação da história entre a personagem principal, Branca de Neve e sua opositora, a madrasta. Nesse caso a maçã passa a ser um alerta, para que as crianças não aceitem nada de pessoas estranhas.

Segundo relatos, quando Newton estava na casa de mãe se protegendo da peste das cidades, sentado a noite em baixo de uma macieira, uma maçã teria caído entre ele e a Lua. Ao ver a cena, Newton teria se questionado se a força que puxava a maçã para baixo era a mesma que fazia a Lua girar em torno da Terra. Tal fato, teria feito ele descobrir a existência da força da gravidade. E mais uma vez, ela a maçã, de alguma maneira, passa a representar a ciência e a física.

“O Filho do Homem”, de René Magritte, (uma pintura a óleo sobre tela de 1964), é considerada uma das obras mais importantes do surrealismo, cujo elemento principal é uma maçã. O rosto do homem está em grande parte escondido por uma maçã verde pairando no ar.

A banda de rock mais famosa de todos os tempos foi visionária ao escolher a maçã como o ícone de seu selo discográfico. Apple Corps feita apenas para publicar material dos próprios Beatles usou uma maçã verde como logo da empresa e, consequentemente, da própria banda. Podemos dizer que a maçã passa a ser o símbolo da rebeldia.

E finalmente, Steves Jobs e Steve Wozniak se apropriam da maçã, retirando-a de cenários míticos, bíblico, expressões artísticas, contos infantis… e a trazem ao patamar tecnológico. E quem diria, ela foi o motivo da disputa judicial entre os Beatles e a Apple durante muito tempo. Uma das hipóteses que explicam a maçã mordida, seria uma alusão sobre o fruto proibido que baniu Adão e Eva do Paraíso.

Além da maçã ser boa pra caramba, tem quem diga, quando cortada ao meio, faz menção ao sexo da mulher. Até os teóricos da conspiração a associam com a maçonaria.

Relatos, lendas, alusões… tendo a maçã como protagonista é o que não falta na história da humanidade e provavelmente a Apple não será a última a apropriar-se dela. E se fosse pra representar os dias de hoje através da maçã, eu diria: coloque-a de ponta cabeça. 🙃

Madame Bê

 
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Publicado por em 02/12/2018 em Brasil

 

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