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O rei da cocada preta (parte 1)

18 Fev

Para entender como chegamos aos conturbados dias atuais, procurei Rubinho Pé de Chinelo, pra que nos conte como tudo sucedeu.

Todos queriam ir até a Índia, comprar as figurinhas do Kama Sutra. Mas as péssimas condições das estradas, devido ao intenso fluxo das chacretes do Chacrinha, trafegando com seus saltos altos entre a Europa até a Índia, da Índia até a Europa, desencadeou uma série de problemas ambientais.

Erosões, destruição da camada de ozônio, chuva ácida, efeito estufa, poluição e, isso sem mencionar o apodrecimento das enormes pontes feitas de compensado.

A outra alternativa, via mar mediterrâneo, foi dominada pelos piratas do caribe, liderados pelo temido Capitão Barbossa, que monopolizava todos produtos vindos do Oriente.

Ciente do impedimento da rota viável, o rei mulherengo de Portugal, se mostrava cada vez mais irado com os valores abusivos cobrados pelo mafioso Barbossa.

Assim sendo, o rei português não teve outra alternativa se não vender seu único dente de ouro sadio e investir o dinheiro na compra e fabricação de novas embarcações e encontrar outra maneira de chegar as Índias.

Senhores desesperados com o aumento do desemprego, prontamente se apresentaram como hábeis marinheiros.

Homens como Chapulín Colorado, Popeye o marinheiro, Aladdin sem a lâmpada, Homer Simpson, dezenas de Mickey Mouses, inspirados nas palavras do livro, ‘a mente é maravilhosa’, decidiram que era hora remar.

Nada faria esses homens desistir. Nem o medo de cair na borda do planeta, já que na época a terra era plana e os terraplanistas eram unânimes, ou o medo dos terríveis dragões cuspidores de fogo. Nem o medo de encontrar sereias malvadonas, ou o medo de um possível choque do navio com o rabo do monstro que ainda hoje habita o Lago Ness.

Vascão da Cama que não era bobo, foi logo se candidatando pra liderar a expedição. Tudo o que ele queria, era ser um dos primeiros europeus a ver a próxima figurinha do Kama Sutra.

Excitado e motivado, Vascão e cinquenta porcento dos portugueses, embarcaram rumo ao desconhecido e além.

Na guidão do grande navio, estava Vascão da Cama e, com a destreza de um ninja, contornou o cabo da porta da esperança, traçando assim, a nova rota em direção as Índias.

E assim, o herói Vascão da Cama retorna a Portugal como o grande descobridor de um novo caminho as índias, garantindo ao rei, um estoque considerável de viagra, vacas sagradas, e figurinhas do Kama Sutra, sendo recompensado pela coroa portuguesa com o primeiro salário família de que já se ouvira falar.

Aguarde, a lenda continua…

Madame Bê

 
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Publicado por em 02/18/2018 em A lenda

 

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