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O rei da cocada preta (parte 2)

21 Fev

A fofoca correu solta entre as linguas de sogra das comadres. A nova rota até a Índia, encontrada por Vascão da Cama, todos queriam conhecer.

Com a notícia de que Portugal encontrara uma nova rota para as Índias, a rainha invejosa da Catalena, Santa Isa Má, convenceu seu conveniente esposo, o rei Aragão Ferdinando Touro, a enviar quatro expedições para também, encontrar um caminho até as Índias.

Trataram de convocar algumas centenas de descendentes de Moisés a fim de, acompanhar e servir o grande capitão e sua equipe durante sua jornada.

Assim, todos os moisezinhos pés de moleque, mais algumas dezenas de catalães, entediados com a moda local, com as missas em latim e ou, com suas esposas nada empoderadas, resolveram acatar as ordens do rei e arriscar suas vidas no mar.

Entre eles, estava o grande capitão, chefe de cozinha, Cris Colombo. Cris, como era chamado na intimidade, trabalhava já há alguns anos em um restaurante sempre lotado de moscas. Sem dinheiro para fazer a devida imunização, resolve unir o útil ao agradável. Tirar umas férias e tentar descobrir um novo tempero para substituir a cebola. Iguaria que só o fazia chorar quando preparava o famoso testículo de boi.

E assim, com os olhos marejados, Cris acenava com um pano de prato na mão para sua amada esposa.

Conferiu os últimos passaportes de seus companheiros, enquanto iniciava o “speech” de bordo.

-Sejam bem vindos a bordo.

-Observem o número de seus assentos no cartão de embarque.

-Por medidas de segurança, acomodem suas bagagens de mão no colo e as que não couberem joguem no mar.

-Eu o comandante e a tripulação, apresentamos as boas vindas a bordo do transatlântico Tink Wink, com destino à Índia e se tudo der errado, o destino será a borda do planeta.

-Peço a sua atenção para demostração do nosso equipamento de emergência. Em caso de afundamento, os músicos irão tocar Nearer My God to Thee, nesse momento, procure um lugar mais perto da água e se jogue. Passageiros viajando com crianças ou alguém que necessite de ajuda, lembrem-se de joga-los primeiro.

-Esse transatlântico, está equipado com nove motores de fusca e oitenta cavalos devidamente alinhados, conforme sua chegada no navio. Cada um, tem trezentos watts de potência, além dos sessenta e seis remadores e um belo e charmoso capitão.

-Recomendo a leitura das escrituras que se encontram dispersas nos andares, três e cinco. Observem a iluminação das velas aromáticas, direcionando os cinco banheiros químicos. Mantenham ainda á mão, o saco de cimento vazio para o caso dê enjoos e levantem a mão direita, caso observem o fim do oceano.

-Lembrando ainda, que os acentos das poltronas, não são flutuantes.

-Desejo a todos, uma boa viagem.

E assim, o transatlântico Tink Wink, seguido dos transatlânticos, Dipsy e Laa-laa, partem rumo as Índias. O transatlântico Phoo infelizmente afundou no porto.

Cris Colombo levava em um bolso um valor considerável doado pela rainha e na cintura

uma pochete masculina da Nike, recheada com biticois entregues por uma pirâmide financeira. Em sua mala Louis Vuitton, uma taleguilla, sete cuecas zorba, algumas camisas do real madrid e uma calçola da esposa, para que pudesse cafungar quando a saudade apertasse. Nas costas, dentro de uma mochila Jorge Bichoff estava uma nécessaire com três pastas de dente crest, algumas folhas depilatórias veet e uma escova rotativa que seca, modela e alisa da Polishop.

Sem ter feito a devida curva na porta da esperança; motivo pelo qual duvidam até hoje de nacionalidade de Colombo; depois de quase dois meses remando e algumas tentativas para consertar um dos motores; ouve-se a famosa frase: “terra na minha vista”.

Pronto! Estava descoberta a América.

Durante o tempo que o potente Tink Wink ziguezagueava pela América Central, Cris Colombo traçava inocentes nativas entre uma e outra ilha caribenha.

O único infortúnio de sua viagem, foi esbarrar com o revolucionário Ernest Hemingway escritor do livro, ‘O Velho e o Mar’, que o coagiu a deixar todos bitcois em nome da revolução.

Aguarde, a lenda continua…

Madame Bê

 
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Publicado por em 02/21/2018 em A lenda

 

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