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O rei da cocada preta (a lenda, ‘parte 2’)

21 Fev

A fofoca correu solta entre as linguas de sogra das comadres sobre a nova rota encontrada por Vascão da Gama.

Com a notícia de que o rei de Portugal encontrara uma nova rota para as índias, o rei invejoso da Espanha Renato Aragão, tratou de enviar alguns praticantes da famosa espanhola, para também, encontrar um novo caminho.

Assim, todos aqueles que estavam intediados com a moda local, e com as missas em latim, e com suas esposas nada empoderadas, resolveram arriscar suas vidas no mar e seguir a profissão de marujo.

Entre eles estava o Chef de cozinha Cris Colombo. Vendo seu restaurante sempre lotado de moscas e sem dinheiro pra fazer a devida imunização, resolve unir o útil ao agradável. Tirar umas férias e tentar descobrir um novo tempero para substituir a cebola. Iguaria que só o fazia chorar quando preparava o famoso testículo de boi.

E assim, com os olhos marejados, Cris acena, com um pano de prato na mão, pela última vez para sua esposa no cais. Sobe em sua potente jangada, chamada Tink Wink, seguido de Dipsy e Laa-laa, partem rumo as Índias. A jangada Phoo infelizmente afundou no porto.

Carregava na sua mala Louis Vuitton, uma taleguilla, sete cuecas zorba, algumas camisas do real madrid e uma calçola da esposa, para que pudesse cafungar quando a saudade apertasse. Nas costas, dentro de uma mochila Jorge Bichoff, uma nécessaire com três pastas de dente crest, algumas folhas depilatórias veet e uma escova rotativa que seca, modela e alisa da Polishop. E finalmente na cintura uma pochete masculina Nike, recheada de bitcoins ofertados pela coroa espanhola.

Depois de quase dois meses remando, sem ter feito a devida curva na porta da esperança; motivo pelo qual duvidam até hoje de sua nacionalidade; ouviu-se a famosa frase: “terra na minha vista”. Pronto, estava descoberta a América.

Durante o tempo que Cris Colombo ziguezagueou entre uma e outra ilha caribenha, traçando algumas nativas, deu o azar de esbarrar com o revolucionário cubano, escritor do livro, ‘O Velho e o Mar’, que o coagiu a deixar todos bitcois em nome da revolução.

Aguarde, a lenda continua…

Madame Bê

 
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Publicado por em 02/21/2018 em A lenda

 

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