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O rei da cocada preta (parte 3)

24 Fev

Em uma manhã nublada, já de volta à Europa e sentado em seu restaurante cheio de moscas, adentra na cozinha de Cris Colombo, um certo Capitão Américo.

Disfarçado de, vendedor de ilusões; o letrado professor italiano, que também era agente da máfia calabresa, arranca em apenas meia hora todas as informações sobre a última viagem do cozinheiro.

Capitão Américo que não era bobo nem nada, percebeu na prosa com Cris, que as terras tão bem descritas, se tratavam de terras nunca vistas.

Américo decide então, roubar todo dinheiro da máfia calabresa e trocar os pesados livros sagrados que de nada serviam, pois estavam todos em latim, e latim só os cachorros entendem, por uma ultra mega power jangada.

Era uma jangada tão feia, mas tão feia, que na sua viagem inaugural, em vez de lhe baterem com uma champanhe, batizaram-na com o vaso sanitário de Duchamp.

Quando finalmente chega na terra dos ianques, Capitão Américo, joga-se no chão, beija a areia e pensa no cozinheiro. Dá uma gargalhada sarcástica e grita, -“vai ser burro assim no inferno”!

Batiza a terrinha com seu nome no feminino. América!

Antes de voltar para Europa, Américo resolve dar uma passadinha no Haiti, para tomar o tal café que tanto ouvira falar. “Haiti, Haiti, Haiti tá fazendo na cozinha, tá cheirando aqui”, cantavam as haitianas, balançando suas cadeiras e sentando em seguida.

Ficou estupefato vendo aquela enorme favela a céu aberto. E antes que os nativos o assaltassem; ainda com a xícara na mão, bateu em retirada, pois sabia: o bom de uma briga é cair fora.

Foi e voltou muitas vezes vezes ao novo continente. A travessia já fazia com os olhos vendados e outras vezes fumando um baseado, sem nunca avistar, a terra Pindorama, a de longe a mais bela,

Como todo mafioso que se preze, Capitão Américo, contrabandeou nativas, transportou cocaina, organizou rinhas clandestinas de papagaios, deixando nessas terras pelo menos duzentos americanozinhos.

Aguarde, a lenda continua…

Madame Bê

 
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Publicado por em 02/24/2018 em A lenda

 

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