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O rei da cocada preta (parte 4)

27 Fev

A vida em Portugall continuava complicada. A pipa do rei de Portugal já não subia fazia algum tempo. E unindo o útil ao agradável o rei aceitou a proposta do fidalgo analfabeto Pedrinho Mobral para buscar o Viagra e o delicioso filé proveniente das vacas sagradas, na longínqua terra da Índia.

Só para descargo de consciência, deixo aqui registrado uma curiosidades sobre Pedrinho Mobral. O seu melhor amigo de infância era um dentista de Dois Irmãos que passava horas contando as histórias dos dois enquanto a broca corria de dente em dente, sem a certeza de alguma cárie.

Voltando… Pedrinho e seus parceiros marujos, bebiam e navegavam, navegavam e bebiam, bebiam mais que navegavam e sem perceber, o capitão Pedrinho Mobral não viu que no meio do caminho havia uma pedra. Não viu a pedra e não fez a devida curva.

Assim o fidalgo Pedrinho sem perceber, passa pela porta da esperança.

Completamente embriagado, com os olhos fixos no triângulo da bermuda. O objeto foi abandonado por Vascão da Cama quando sem querer furou uma das bóias de sua jangada,

Confuso e perdido, muito pela falta de sangue na cabeça, resultado dos zilhões de piolhos picando sem parar sua peruca, consulta o amigo Tempero Caminha se deveriam retornar.

Tempero Caminha, aluno do professor Raimundo Nonato, único escritor de cartão postal, sem pestanejar, grita do outro extremo da jangada.

– Segue reto a vida toda!

E cá chegaram eles, na terra abençoada por Deus e bonita por natureza.

Assim que Pedrinho Mobral, em 1500, colocou os pés na branca areia da praia, subornou o cacique Ego Grande com um velho espelho quebrado.

A tribo que continha mais de um milhão de integrantes, se rendia as quinquilharias e as bugigangas trazidas e compradas na China.

Depois de reivindicar as terras para a coroa portuguesa e depois de várias discussões sobre um possível nome para Pindorama, Pedrinho decide que aquela terra seria chamada de: a terra do Rei da Cocada Preta, assim que se viu cercado por centenas de Pocahontas sambando em círculos, completamente nuas. Essa, pensou ele, era realmente uma terra de rei.

Antes disso porém, ordenou ao padre Marcelinho de Coimbra Rossi e seus quinhentos fradinhos que faziam parte da tripulação, erguer ali, imediatamente, a cruz vascaína e rezar a primeira missa em Latim, em nome dos pecados daquele povo pecaminoso.

Enquanto isso, Tempero Caminha, entre uma cafungada e outra nos pescoços das viçosas indígenas, redigia a primeira carta/livro da história dessa terra, contando em detalhes sobre a formosura das nativas. Soube-se muito tempo depois que o rei ao ler os relatos, ficou meses com a barraca armada entre as pernas.

Como Pedrinho Mobral era um homem muito religioso, cumpridor de promessas, segue com sua jangada até a Índia, deixando pra trás alguns condenados para socializarem com os indígenas, mas esses nunca mais foram vistos. E e como ele também não era de ferro, deixou algumas nativas repletas com seus espermatozóides.

Aguarde, a lenda continua..

Madame Bê

 
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Publicado por em 02/27/2018 em A lenda

 

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