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O rei da cocada preta (a lenda, ‘parte 5’)

02 Mar

Durante algum tempo, os nativos receberam espelhos, apitos, chocalhos e outras bugigangas dos portugueses em troca do pau coco, muito apreciado em Portugal para fazer piões, bilboquês, estilingues, cavalinhos de pau, pega varetas e outros brinquedos, cobicados pelos portugas.

Saber da existência das milhares de nativas peladas em um novo continente, exaltou o clima entre os reis de Portugal e Espanha.

Para resolver quais terras ficariam com quem, decidem disputa-las fazendo uma corrida de bichos preguiças. O bicho preguiça do rei português estava com muita preguiça, acabou por horas na cadeirinha de pensar, depois de perder para o bicho preguiça do rei espanhol.

No término da corrida o rei português, inconformado apenas com as terras de Cocada Preta, ensaiou um beiço, mas antes de abrir o berreiro o rei espanhol o ameaçou com o Touro Ferdinando, resolvendo em definitivo o drama. O racha das terras, ficou conhecido como Tratado das Tortas-Ilhas.

Joãozinho III, vinha sendo orientado pela mãe Diná a implementar algumas colônias de férias nessas terras, para evitar uma possível invasão alienígena. Soube-se então que o rei III não era um capitalista. Ao invés de vender as terras de Cocada aos fidalgos, decidiu “doá-las, entre uma Tropa de Elite; nobres companheiros mais chegados. A divisão ficou conhecida como o Auxílio-Hereditário.

Assim começa a exploração de todos aqueles que nunca foram amigos do rei, o povo. De tudo que extraiam 10% era da coroa portuguesa. E em 1533 foi plantada a primeira muda de cana que deu origem a caninha 51.

Trouxeram com eles rezadores, amigos, amigos dos amigos, sogras, amantes, mendigos, presidiários, para plantar a danada da cana e assistir às missas aos domingos.

Vendo que o trabalho era demais e a terra era muita, a Tropa de Elite cria as seismarias e as entrega aos amigos. Uma subdivisão da divisão das terras doadas pelo rei com direito a revogação.

De todos que desembarcavam no porto, poucos colocavam a mão na massa. As sogras chefiavam a Tropa de Elite. A Tropa de Elite chefiava os amigos. Os amigos chefiavam os amigos dos amigos. Os amigos dos amigos queriam chefiar os índios, mas a única coisa que os índios aprenderam, foi fazer a cachaça. Logo passaram a roubar a cana das plantações, produzir sua própria pinga, a qual era consumida quando tinham a oportunidade de comer um dos religiosos em caldeirada com legumes.

Aguarde, a lenda continua..

Madame Bê

 
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Publicado por em 03/02/2018 em A lenda

 

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