RSS

O rei da cocada preta (parte 9)

16 Mar

A situação na Europa não era de bonanza.

O nanico Napo-leão Bomemparte, vinha derrubando e dando porrada em todos amiguchos da Inglaterra. E não foi diferente com a então rainha portuguesa e o príncipe “regente”, convidados a se retirar de Portugal, pelo pintor de rodapé.

A única saída, e na ponta do pé, a solução era fugir ou fugir e seria para a Colônia Cocada Preta.

Para explicar sua partida, o rei mandou fixar cartazes pelas ruas de Portugal, recomendando que o povo pendurasse suas cuecas cagadas na frente de suas casas como rendição.

-“Não corram tanto! Vão pensar que estamos fugindo!” Gritava a “piedosa” rainha Maria I, enquanto seguiam com o rabo entre as pernas até a caravela.

Falam por aí que, quando a rainha da França perdeu sua linda cabeça na revolução francesa, Maria I teria dito: -“Que serventia tem ao mundo e a Europa, uma rainha sem cabeça?”

Escoltados por navios ingleses que estavam com um olho no baú da velha e outro, no da felicidade, aportaram em um primeiro momento na Bahia, para que, algum mequetrefe catasse as pulgas e os piolhos da cabeleira da realeza.

A primeira medida tomada pela corte, foi em benefício da Inglaterra e claro em benefício próprio. A porteira de Cocada Preta foi aberta, e todos cocadenses poderiam agora comercializar os produtos ingleses, já que até então só era permitido o comércio com Portugal.

E a partir de então, caso qualquer cocadense, que quisesse comprar, patins para deslizar na neve tropical, sobretudos de lã ou tomar o legítimo chá inglês das cinco, teriam apenas que pagar uma taxa de importação que girava em torno de 15%.

Um mês depois de aportar na Bahia, o príncipe regente, sua esposa, a mãe que sempre manda e mais trocentos puxa sacos desembarcavam no Rio de Janeiro. Infelizmente todos restavam carecas devido ao excesso de neocid.

E para acomodar todos esses senhores magnânimos, foram solicitadas as melhores casas do Rio de Janeiro. Aos antigos proprietários, foi-lhes proporcionado uma eternidade de 24 horas para que deixassem suas casas.

Aguarde, a lenda continua..

Madame Bê

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 03/16/2018 em A lenda

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

 
%d bloggers like this: