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A vergonha alheia

12 Maio

Em 1986 o Brasil ingressava na ISS, (programas espaciais internacionais). No acordo o Brasil se comprometeu em fornecer seis componentes para a estação.

O investimento planejado era de US$ 120 milhões. Em troca, o Nasa ofereceria à AEB acesso aos recursos e instalações da estação, transporte de experimentos com ônibus espacial e uma vaga na tripulação da ISS.

Marcos Cesar Pontes, então com 35 anos, foi o escolhido para ser o primeiro brasileiro a voar para o espaço e iniciou seu treinamento nos EUA.

A Embraer foi selecionada como contratante principal do programa brasileiro na ISS, em um negócio que envolveria 15 empresas nacionais, e a Boeing foi contratada pelo Inpe para assessorar a construção e definir as especificações técnicas do projeto.

O Brasil deixou de pagar cerca de US$ 15 milhões à Boeing, vencidos em dezembro de 1998.

Em outubro de 1999, o presidente Fernando Henrique Cardoso finalmente determinou a liberação da verba para a participação do país na ISS. Em 2000 a empresa ofereceria o design preliminar do Express Pallet e o suporte para a montagem dos outros equipamentos.

Em 2001 a Embraer alertou sobre as dificuldades em construir os seis componentes previstos no acordo entre o Brasil e os EUA e soltou um relatório técnico alegando que a verba destinada pelo governo à empresa era suficiente para a montagem de apenas um dos equipamentos.

Em junho de 2002 o administrador da NASA enviou uma carta ao ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, na qual pedia que o Brasil confirmasse o seu compromisso em completar o Express Pallet no tempo combinado.

Um novo acordo manteve o Brasil no projeto, ele previa a construção apenas de placas adaptadoras (FSEs) e do Container Despressurizado para Logística (ULC) – o único componente dos seis da lista original.

Em 2003 o governo, apresentou um Plano Plurianual. A AEB expôs sua dificuldade à Nasa, e um novo acordo foi fechado no final do ano: o Brasil fabricaria 43 FSEs, ao custo de aproximadamente US$ 8 milhões, e a construção de outros itens dependeria da disponibilidade de recursos. A AEB e o Senai-SP fecharam acordo em abril de 2005 para a fabricação dos FSEs. O Senai faria o serviço de graça e em troca ganharia “experiência”.

Em 2006 a Nasa decidiu diminuir a participação brasileira – o país montaria apenas 15 dos 43 FPEs inicialmente previstos.

A Nasa, enviou em dezembro uma carta à AEB informando que as placas não seriam mais necessárias, dando início a novas negociações, que duraram até o ano seguinte. No final, o Brasil não contribuiu com peça alguma para o programa.

28 de maio de 2007 o Brasil estava fora do projeto da Estação Espacial. E desde então o Brasil não aparece mais nos documentos como um contribuinte da ISS.

Quanto a Marcos Pontes. Em 2004 o Brasil iniciou uma negociação com a Rússia sobre a possibilidade de o astronauta ir a bordo de uma espaçonave russa. Em 2006 Marcos Pontes, tornou-se o primeiro brasileiro a ir ao espaço a bordo de uma nave russa. O Brasil não revelou quanto custou aos cofres públicos a ida do nosso astronauta, mas estima-se que tenha pago cerca de US$ 10 milhões de dólares.

Saber que o Brasil tinha recursos para pagar à Rússia por um voo, mas não para financiar as contribuições que prometera para a ISS, o diretor da NASA teria comentado sobre a incapacidade brasileira em honrar seus compromissos.

Fonte UOL

 
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Publicado por em 05/12/2018 em Brasil

 

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