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Ser Mãe

12 Maio

A primeira vez que você põe seus olhos naquele pequeno bebê, você começa a perceber que uma nova vida depende apenas de ti, e por muito tempo ele será sua melhor companhia. Isso assusta e liberta ao mesmo tempo.

O amor incondicional que cresce em seu coração, liberta você de buscar o amor.

Aterroriza, porque torna você vulnerável a qualquer mágoa ou dor que possa aparecer, isso sem mencionar que em vários momentos aparece no seu subconsciente a possibilidade de que algo possa dar muito errado.

Lentamente você aprende que a sua vida mudou. Você não fará mais as coisas que fazia antes. Você não vai encontrar uma amiga e decidir de imediato tomar um café com ela sem planejar antes. Você não pode se dar ao luxo de sair a noite sem providenciar alguém que fique como babá. Toda sua vida muda. E mesmo assim você deseja estar mais e mais, ao lado daquele bebê.

Tuas necessidades vão ficando pro segundo plano. Não porque você é generosa ou amável, mas porque é isso que significa ser mãe. Na verdade, não há como evitar isso. Quando seu bebê tem fome, você instintivamente o alimenta. Quando seu bebê precisa de fralda nova, você não consegue deixá-lo sujo. Quando seu bebê chora, você trabalha para acalmá-lo.

Você aprende aos poucos que, quando você é mãe, não pode mais ser tão específica sobre as coisas. Você come quando pode e quando tiver tempo. Você faz as unhas e corta o cabelo com menos frequência do que antes, não porque você deixou de ser vaidosa, mas porque se esquece de se importar com sua própria aparência. É mais fácil lembrar quantas fraldas você trocou no dia anterior do que o que você comeu no almoço naquela tarde.

Você vai aprender que ser mãe é tudo que te consome. Você não consegue deixar de ser mãe. E aí está a beleza em ser mãe. A maternidade é uma nuvem que paira sobre você em todos os momentos. Às vezes brilhante, fofa e profundamente inofensiva, outras vezes sombria e sinistra.

Você lentamente aprende que é uma pessoa diferente. E isso é bom. Você continua com seu antigo eu mais a maternidade. Não digo que ser mãe é abandonar todos aspectos da sua antiga identidade, ou se tornar melhor de qualquer maneira. Mas requer fazer escolhas difíceis de aprender. Ela exige que você se desfaça do seu eu antigo, e escolha quais partes dele valem a pena preservar, e quais peças é melhor deixar de lado.

É preciso dar uma boa olhada em nós mesmos, através dos olhos da pessoa que vem programada para nos adorar e imitar cada movimento nosso.

Ter um filho e se amado, nos trará as melhores alegrias e felicidades e para o resto de nossas vidas. E mesmo, aqueles filhos que deixaram suas mães precocemente por um motivo cruel, estarão eternamente em suas melhores lembranças.

Planeje ser mãe. E se o acaso acontecer, deixe que aflore teu instinto.

Seja mãe com responsabilidade!

Desejo a todas as mães que amam incondicionalmente seus filhos de sangue ou adotados um FELIZ DIA DAS MÃES.

Madame Bê

 

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