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O rei da cocada preta (a lenda, ‘parte 17’)

04 Jun

Coroado em 1841, o Segundo Pedro, o pirralho, deu novos ares e porque não dizer, trouxe algum progresso à Cocada Preta.

Para parecer gente grande, o menor aprendiz, deixou crescer a barba e ficou parecendo uma foca desmamada, munição para os caricaturistas da época.

Nascido e criado nos cantões do Rio de Janeiro, teve como tutores: Zé da padaria, o qual mais tarde foi substituído pelo Marquês do talharim, afinal não só de pão vive o homem. A Dama Dadama de vermelho, a que fez uma ponta em um filme americano. E o anjo negro Rafael, retratado anos mais tarde, em uma pintura de Di Cavalcante.

O Segundo Pedro, precisou passar seus dias estudando, enquanto eles, seus tutelos assistiam Netflix. Assim, quando ele se tornou rei, era o único alfabetizado no meio de 92% de analfabetos.

Assumiu um império viciado. Onde fazendeiros e donos de escravos ditavam as regras.

Para estabilizar seu governo, o jovem monarca teve um casamento arranjado com uma italiana, a qual ele só havia visto em foto. Quando ela desembarcou no porto carioca, dizem, chegou mal trapilha, manca, desdentada, baranga e suvaquenta. Piedosa, sua fada madrinha, estalou sua varinha de condão e a transformou na imperatriz mais amada de Cocada Preta. Seu casamento com o rei, durou por toda vida, coisa que hoje não acontece mais, porque as fadas foram extintas e as garotas preferem ser cantoras de funk.

Durante seu reinado, a política se revesava entre dois partidos. Tô Contigo (TC) e Contigo Estou (CE). E desde então, a regra virou mania acertada, registrada e lavrada até os dias atuais, onde Coxinhas X Mortadelas se alternam no poder, mesmo tendo o mesmo objetivo. O Roubo.

Com o segundo Pedro, o ranço dos ratos políticos foi colocado à prova. Qualquer sinal de conflito entre os poderes era motivo para que a Câmara fosse dissolvida e novas eleições fossem convocadas. O menino literalmente não brincava em serviço.

Se tinha algo que fascinava o rei, eram as viagens internacionais. Também pudera, ele estava rodeado de mulheres e todas se revesavam na TPM. Uma delas, a mais conhecida, chamava Isabel. Princesa Isabel dizem, se amarrava em um negão. Há controvérsias! Foi ela quem concedeu a liberdade para os escravos, dando lhes o direito ao trabalho (mal) remunerado.

E foi esse, o estopim que incendiou Cocada Preta e consequentemente a derrocada do império.

Aguarde a lenda continua…

Madame Bê

 
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Publicado por em 06/04/2018 em A lenda

 

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