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O rei da cocada preta (a lenda, ‘parte 21’)

24 Jun

Marechal Deodoro da Fonseca acreditava que abafava, quando na verdade, ele e sua equipe eram um bando de jegues ditadores que passaram a vida no lombo de um cavalo. O resultado foi desastroso.

Além de proclamar a República em 15 de novembro de 1889, Deodoro, como primeiro presidente, fez do País, um lugar confortável para satanás viver. A população cordeirinho, apesar de uns gritinhos aqui e outros acolá, pagavam em dia a porcentagem do governo. Assim, os cocadenses, aos poucos se transformaram em uma maioria de malandros, aproveitadores, oportunistas e vagabundos.

A tal republiqueta, foi monarquista sem um imperador. O cacique reprimia qualquer manifestação a favor da família real. Inventou uma estorinha sobre a bandeira e fez os cocadenses engolir a narrativa com um chá extraído das verdes matas. E assim, os papagaios difundiram que aqui haveria ordem e progresso, quando na verdade o progresso seria apenas para os políticos.

A data mais comemorada passou a ser a morte e esquartejamento do cara que mais parecia Inri Cristo, o qual intencionava apenas a independência de Minas Gerais.

O bem cheiroso marechal, anulou a constituição da época do império e construiu a primeira Constituição da República.

Convocou e se elegeu como o primeiro presidente de Cocada Preta, na primeira eleição presidencial, com os 129 votos dos congressistas aliados.

Deu um cala te boca na imprensa, transformando a única democracia da América Latina em um País de mudos.

Para industrializar o País, eles, os inteligentes, deram liberdade para que os bancos imprimissem papel moeda como se fosse uma fábrica de papel higiênico, ocasionando uma nova crise. A crise resultou em um estado de sítio. O estado de sítio na dissolução do congresso. A dissolução do congresso em um golpe. O golpe em impeachment. Não necessariamente nessa ordem.

Fim do mandato do primeiro presidente de Cocada Preta.

Aguarde a lenda continua…

Madame Bê

 
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Publicado por em 06/24/2018 em A lenda

 

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