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O engodo da educação

16 Abr

Paulo Freire alcançou notoriedade em 1963, com o mutirão de alfabetização em Angicos (RN). O convite partiu do governador, Aluísio Alves pai do ex-deputado Henrique Eduardo Alves, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na operação Lava Jato.

Freire ficou famoso por “alfabetizar” pessoas em apenas 40 horas. O então presidente João Goulart, o ministro da Educação, alguns governadores, a imprensa nacional e internacional acharam aqulilo lindo e convidaram Paulo Freire para dirigir o Programa Nacional de Alfabetização.

Em 2 de Abril, aconteceu a quadragésima hora de aula dada e em maio de 1963 houve a primeira greve em Angicos.

Quando foram conferir se haviam aprendido, os alunos não sabiam mais que algumas palavras e frases decoradas. O processo deixou claro que as quarenta horas eram insuficientes para a alfabetização.

Indagado sobre a ineficiência do programa, quando exportado para Guiné-Bissau, o próprio Freire justificou alegando que “não funcionou porque a língua portuguesa seria opressora naquele país”.

Em um País onde 50% da população era analfabeta, essa proposta caiu como uma luva para políticos. Até Freire certa vez confessou que nem método de ensino tinha, embora tenha ficado famoso justamente por deixar pensarem que tinha um.

Eis o que disse em 2007 a viúva do educador, Ana Maria Araújo Freire, sobre o método em uma entrevista a Univali:

“Como a época era de um período de efervescência política pré-revolucionária, que acreditava que o Brasil ia fazer uma revolução mais à esquerda do que vinha sendo sempre ou à esquerda do que sempre conhecíamos na história, difundiu-se que era possível alfabetizar-se em quarenta horas. Na verdade, esse foi o tempo que se levou para que os e as alfabetizandos se apropriassem do mecanismo da articulação das sílabas na formação de outras palavras. Palavras que tinham envolvimento com o questionamento que a sociedade fazia naquele momento histórico e social sobre nosso passado colonial e sob a tutela do capitalismo imperialista”. 

A ideia era, fazer de conta que Freire ensinava, os alunos pensar que estavam aprendendo, enquanto a ideologia marxista era incutida e repassada.

Mesmo assim o cara veio sendo endeusado e tido como o grande “educador”. Seus livros não falam do processo de ensino-aprendizagem, não orientam o professor, não expõem a importância da família e nem sugestões para uma melhoria do cenário educacional. O que ele soube ensinar foi a luta de classes.

Paulo Freire participou da última grande reforma educacional brasileira, ocorrida em 1996 durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Tal reforma deu origem à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira, cujos resultados estão aí para todos nós vermos. Nossa educação continua atrasada, doutrinária e fraca.

Pensa pessoal, pensa!

https://youtu.be/Q2bwEHwIWaw

 
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Publicado por em 04/16/2019 em Brasil

 

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