RSS

O rei da cocada preta (a lenda, ‘parte 25’)

26 Abr

E lá vem outro advogado! Rodrigues Alves, foi o quinto presidente de Cocada Preta. Chegou ao poder graças ao habilidoso trabalho dos companheiros, “el bigodon”, moda ‘cool’ entre os políticos. Para os desavisados, o bigode servia principalmente como disfarce, quando perto de um civil qualquer. 

Graças a Alves, nos dias de hoje, temos o privilégio de ver o despertar de uma misteriosa ursa cocadense. Ela, como em um passe de mágica, aparece, concorre a presidência, depois hiberna novamente por quatro anos. 

A anexação do Acre, custou aos cofres públicos dois milhões de libras esterlinas e a morte de alguns milhares de cocadenses construtores da estrada de ferro daquela região. Hoje, os antigos trabalhadores podem ser vistos sentados nos trilhos, enquanto você desfruta a viagem ao longo dos sete quilômetros recuperados pelo governo de Rondônia.

Como todo bom presidente viajante desse País, Alves, inspirado nas belezas de Paris, fez algumas melhorias por aqui, alargando ruas, construindo praças e avenidas sem a devida indenização, é claro. Assim, Alves, junto com os sem dinheiro no bolso, conseguiu erguer a maior favela já vista, na cidade do Rio de Janeiro e a primeira da América Latina e que mais tarde viria a ser motivo de orgulho para os traficantes.

Quanto mais gente se aglomerava na Capital, mais pestes e doenças se alastravam. Para desacelerar as epidemias, Maduro Cruz Credo, foi escolhido pra coagir a população a se vacinar. Esse então, criou verdadeiros exércitos ‘mata tudo’, ou seja funcionários que invadiam as casas para desinfetar e exterminar os mosquitos transmissores da febre amarela, como também os ratos transmissores da peste bubônica. Espalhavam raticidas pela cidade e mandavam o povo recolher o lixo.

Essas medidas, causaram revolta na população, que viam seus adoráveis ratos e baratas de estimação serem mortos sem um pré julgamento.

A situação piorou, quando Zé gotinha entrou em ação, intimando todos a tomá-lo sem o devido tira gosto, no caso a cachaça. Jornais da oposição, replicavam os supostos perigos causados pela vacina, como: calvisse precosse, queda dos peitos, crescimento de chifres e mudança da cor de pele para verde-limão.

Sabemos hoje, que os jornais estavam equivocados, os vacinadores queriam apenas ver o que guardavam as mulheres cocadenses debaixo de suas vestimentas. Resultado: os que recusaram a vacina, encontraram-se meses depois, povoando os cemitérios da cidade.

Aguarde a lenda continua…

Madame Bê

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 04/26/2019 em A lenda

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

 
%d bloggers like this: