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Para os professores

18 Ago

Os sapatos furados do professor José Ibarra

José Ibarra sentou-se na calçada, chorou de raiva, levantou-se, apontou para os pés e postou um tweet. Este professor de 42 anos leciona na Universidade Central da Venezuela (UCV) e caminha quilômetros todos os dias para chegar ao seu emprego, na cidade universitária de Caracas. Há um ano, seus sapatos rasgados tornaram-se um símbolo da deterioração do setor público e, ao mesmo tempo, da dignidade de um coletivo que tenta resistir à feroz crise econômica.

Depois que a foto foi tirada, ele decidiu publicá-la no Twitter como uma “forma de protesto”. “Não estou triste em dizer: com estes sapatos eu vou para a UCV ensinar. Meu salário como professor não é suficiente para pagar o concerto da sola, porque chega a ser 20 milhões, escreveu ele.

Há professores que precisam de remédios, um antibiótico custa mais de 40 mil bolívares. Muitos professores venezuelanos estão procurando outros empregos para complementar seus salários. “Você tem que pagar a escola das crianças, comprar o material escolar, o uniforme, bem, eu tenho anos que não compro uma calça ”, reflete. “Eu quero ficar na Venezuela. Ainda acredito que neste país podemos recuperar e fazer grandes coisas, mas há dias em que não quero sair da cama”.

Como o caso de Ibarra, a vocação é um sentimento que prevalece na rotina de

Yasmine Sánchez, outra professora. Essa professora quase se desculpa por seus sapatos gastos. Enquanto espera pelo metrô na Estação Antímano.

Leidy Nobile, 30 anos, secretário do Departamento de Química da Universidade Simón Bolívar, diz não aguentar mais, mora longe e perde dinheiro indo para o trabalho. “Eu tive que conseguir dinheiro por outros meios para poder pagar o transporte público para chegar aqui”, diz ele. Mais alguns dias e, após as férias, não retornará. “Esses últimos três anos têm sido muito sérios para os trabalhadores das universidades e nossa qualidade de vida vem se deteriorando. “Antes eu tinha um carro, mas o perdi”.

“Estou tentando sair do país, mas é muito difícil, tenho dois filhos pequenos. Ou vou tentar trabalhar outras áreas ”, continua ele.

Fonte El País

27 de julho 2019

Professor, antes de doutrinar nossos adolescentes, lembre-se, que não há nada pior no mundo, do que viver em um País comunista.

 
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Publicado por em 08/18/2019 em Brasil

 

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