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Arquivo da Categoria: Brasil

O Rei da Cocada Preta – parte 29

Adepto ao primeiro mandamento de Cocada Preta, criado pelos tomadores de café com leite, Wenceslau B. Gomes, se eterniza como o nono mandatário desse imenso paraíso.

Não importava o que ele faria ou o que ele deixaria de fazer. O que importava para os gomistas (torcedores fanáticos do presidente), era soltar o grito mudo e dar adeus ao pé do ouvido de Hermes da Fonseca.

Porém, contudo, entretanto , no dia de sua posse, quando Gomes desfilava pelas ruas no único Aurora Safety Car, uma jaca assassina se lançou contra ele.

Conhecida como a jaca do presidente, a fruta virou polêmica. A esfera poderia estar carregada com micro explosivos? A jaca que não era uma bola, pois a bola é um símbolo da nossa evolução e a jaca não; explodiria os miolos do Presidente? Ninguém nunca soube.

Jacas à parte, Wenceslau B. Gomes carinhosamente chamado, Lalau pelas amantes mineiras, estava disposto a colocar seu nome na história.

E assim aconteceu….

A peleia estava bombando na Europa. E a família Gomes, já sabia dos acontecimentos antes mesmo de tudo acontecer.

Alguns meses antes de Lalau B. Gomes se tornar presidente; na longínqua Europa, um império vinha arquitetando um plano falível para “zombar” do império vizinho.

Já que, não havia nenhum novo acontecimento acontecendo e como não havia nenhuma perspectiva de melhores salários; um certo capitão sérvio, entediado com a pasmaceira e monotonia, sabendo que sua esposa se encontrava em perpétua menopausa, contratou o fiel servo da família Adams para passar um trote no príncipe herdeiro do império austro-húngaro.

Mãozinha o fiel cinco dedos, envia uma carta à Gomes, contando detalhes do contrato, mas o tranquiliza dizendo que ninguém sairia machucado.

Gomes conta sobre o trote a Morticia. Morticia passa um telefone sem fio para todos os Gomes do Planeta, contando os futuros acontecimentos da Europa.

Porém, no dia seguinte, o tiro saiu pela culatra.

Erroneamente citado como o “Coiso” e integrante de sociedade secreta chamada Mão Negra; o inocente mãozinha sem visão, com uma pistola modelo FN em punho, mata o herdeiro e jamais imperador do império austro-húngaro. Iniciando assim, um conflito jamais visto nesse Planeta.

Embora Lalau B. Gomes, não ter nada a ver com isso, teve receio de fazer parte da famosa grande guerra, já que seu sobrenome poderia ser vinculado à família de mãozinha.

A Inglaterra, maior agiota da oligarquia café com leite, aceitou prolongar os prazos das dívidas, caso Cocada Preta aceitasse fazer parte da tríplice vencedora.

É importante lembrar que, bruxas, feiticeiras, profetas e demais ETs, com poderes sobrenaturais faziam previsões assustadoras envolvendo a Áustria/Hungria.

Zora-Inara, em uma de suas viagens inter-espirituais, afirmou que do império austro-húngaro nasceria e seria criado um futuro ditador muito pior que o nanico Napo-leão Bomemparte e esse, tentaria exterminar toda uma etnia.

Rasputin, o auto proclamado homem santo da Rússia, assim como Zora-Inara, cantavam essa mesma pedra aos quatro cantos da terra, lembrando que, naquela época o Planeta se encontrava na forma ovalada.

Sabendo sobre esse fato futuro, detalhado inúmeras vezes por Rasputin e Zora-Inara, mexia com o imaginário dos europeus. Foi esse o motivo que fez o capitão sérvio trair o pequeno mãozinha, pois naquela pistola não haviam balas 7 belo e sim, balas que matam.

Enfim, caso não tivesse acontecido da maneira como tudo aconteceu, tudo e ou nada aconteceria, pois assim as contas de Cocada Preta puderam ser renegociadas. E em 1917, o presidente dessa república, envia tropas do nosso exército, da marinha e aeronáutica para participar do maior e mais abrangente acontecimento das nações nada unidas e assegura futuros novos empréstimos para Minas, São Paulo e Rio de Janeiro.

Quando as tropas cocadeses desembarcaram na Europa exibindo todo nosso arsenal bélico, as bases da tríplice oponente, estremeceram.

Nossos caminhões e tanques lançavam bombas com efeitos pra lá de especiais. Disparadas, liberavam uma fumaceira preta tóxica, fazendo o dia se tornar escuro como o breu.

Contudo, a tal fumaça acabou corroendo e danificando todo nosso armamento que se tornou dispensável para uma vitória.

Quando a guerra acabou, ingleses sem coração, despejaram no navio cisne branco, cinco casais de camundongos infectados com um novo tipo de vírus mutante, mais conhecido como “mata velho”.

E enquanto os marinheiros desembarcavam nos portos da amada Pátria, o “mata velho” se alastrava feito rojão.

Faltavam apenas três meses para Lalau B. Gomes deixar seu mandato. Sendo assim, o vírus, não era mais problema dele.

Aguarde a lenda continua…

Madame Bê

 
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Publicado por em 02/06/2022 em Brasil

 

Religião e Política, mistura imperfeita

Nada é mais doentio que um povo votar conforme a influência de bispos, pastores e ou, padres. A aliança entre igreja e política, só beneficia à eles.

Jamais políticos vão melhorar a vida de um povo; sabendo que é só ter ao seu lado líderes religiosos.

A presença na África da igreja universal e conflitos, vem ditando possíveis novas alianças entre a igreja e os políticos daqui.

Edir Macedo, que antes apoiava os governos do PT, decidiu na última eleição apoiar Bolsonaro e, agora promete voltar a apoiar o petista, caso Bolsonaro não o ajudar a resolver suas questões nos países africanos.

Segundo o economista Carlos Lopes, na era petista, empresas de construção como a Odebrecht, Camargo Correa e empresas como a Vale e até a Petrobras, faziam a ponte África/Brasil. Edir Macedo sabe que Lula é o único que poderá reconstruir essa ponte e salvar sua igreja.

E nesse vai e vem, política e religião se misturam, para o “bem” apenas, de interesses comuns dos poderosos. Um toma lá dá cá, sem o comprometimento de um País melhor.

Votar em políticos indicados por religiosos é uma mistura diabólica e, não vai levar o povo a lugar nenhum, a não ser continuar na mesmice.

Políticos brasileiros não são confiáveis. Portanto, está na hora de pensar em um outro futuro para esse País. Para que nossos filhos e netos possam viver em um Brasil melhor do que este que está aí.

Pense nisso!

Madame Bê

 
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Publicado por em 12/07/2021 em Brasil

 

Celebrem, corruptos

Steal a little and they throw you in jail.

Steal a lot and they make you king.

(Bob Dylan)

(“Roube um pouco e te jogam na prisão. Roube muito e eles te farão rei “)

A votação da PEC da prisão em segunda instância foi mais uma vez adiada.

“Esse País é oficialmente um paraíso criminal, a terra prometida da impunidade. Roubem, políticos, pois nada vai lhes acontecer.

Corruptos, celebrem!

Com o tempo, nós como povo, seremos lembrados como um povo tão ou mais corrupto, que os corruptos de Brasília.

Furtos praticados por quem não tem o que comer sobrecarregam tribunais e geram debate no judiciário.

Pacotes de fraldas, produtos de higiene, barras de chocolate ou uma porção de comida podem valer dias, meses e até anos de prisão, no lento curso de uma Justiça abarrotada de processos.

Presa em flagrante após furtar dois pacotes de macarrão instantâneo no fim de setembro, uma mulher que mora nas ruas de São Paulo há mais de dez anos, dependente química e mãe de cinco filhos, ficou detida por 13 dias.

O desempregado C. esperou quatro anos e dois meses até que seu processo fosse extinto a pedido da Defensoria. Em 2017, ele levou dois pedaços de frango de um mercado, avaliados em R$ 4.00.

Até então, C. não tinha passagem alguma pela polícia. Ao confessar o crime, admitiu: “Só queria matar a fome”.

Em 29 de março, P. viu acabar o leite em pó que dava a seu filho de 2 meses. Após passar horas vendendo doce de banana num farol do Leblon, Zona Sul do Rio, a mãe, de 19 anos não juntou os R$ 15,00 necessários para alimentar o bebê que chorava de fome. A jovem, que esconde o rosto ao ser fotografada, foi flagrada com seis peças de picanha que, vendidas; lhe garantiriam dinheiro para o alimento do filho.

Foi um momento de desespero. Não sabia o que fazer, então peguei a carne de um mercado para vender e comprar o leite que precisava; diz a jovem, presa por três dias.

Para não seguir na cadeia, ela fez um acordo de não persecução penal em troca do pagamento de R$ 500. Pouco para cobrir o preço da carne furtada, estimada em R$ 760, mas alto demais para a régua de sua precária situação de vida.

Ao tomar conhecimento do caso, o advogado Joel Luiz Costa promoveu uma campanha virtual para ajudá-la. Contra a fome não tem mandado de prisão.

“O objetivo da vaquinha foi tirar da P. o peso da injustiça”.

Uma diarista desempregada, mãe de dez filhos, moradora de uma favela na Cidade de Tiradentes, corre o risco de ser presa a qualquer momento se não pagar R$ 300 à Justiça.

Ela foi presa em flagrante depois de tentar furtar roupas em um supermercado.

Comovido com a situação da desempregada, um que advogado estava na mesma delegacia, decidiu ajudá-la. Sem cobrar nada, fez o pedido de liberdade.

Entretanto, para responder ao processo fora da prisão, ela tinha de pagar uma fiança de R$ 300, de acordo com o que foi estipulado pela juíza que estava de plantão naquele fim de semana.

Vivendo de doações e com uma renda de R$ 330 de um programa assistencial do governo, ela afirmou que não tinha como pagar esse valor.

Processos de pessoas que furtam porque estão famintas ou não conseguem alimentar a família sobrecarregam o Judiciário. É difícil estimar o número exato de casos: somente na cidade de São Paulo acontecem, em média, 468 furtos diários, e boa parte deles, segundo especialistas, se enquadraria no princípio da “insignificância penal”, pelo valor do objeto furtado e condições envolvidas no furto.

Em todo o estado de SP, foram registrados 1.389 furtos por dia dos mais diversos tipos e valores, com exceção de carros, que entram em outra estatística.

Que País é esse em que vivemos, onde uma uma pessoa precisa roubar para comer?

Que País é esse, onde políticos roubam malas de dinheiro e nada lhes acontece?

E o pior de tudo isso, é saber que há pessoas esclarecidas, engajadas defendendo seu político.

Um País assim, não tem como dar certo!

Madame Bê

 
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Publicado por em 12/06/2021 em Brasil

 

Invisibilidade

‘O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE’

‘Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível’

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
‘invisibilidade pública’. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado
sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali,
constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são ‘seres
invisíveis, sem nome’. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu
comprovar a existência da ‘invisibilidade pública’, ou seja, uma
percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão
social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de
R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:

‘Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência’, explica o
pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não
como um ser humano. ‘Professores que me abraçavam nos corredores da USP
passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes,
esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me
ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão’,
diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma
garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha
caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra
classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns
se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo
pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e
serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num
grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei
o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e
claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de
refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem
barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada,
parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
‘E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?’ E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar
comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí
eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo
andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na
biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei
em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse
trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O
meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da
cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar,
não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a
situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se
aproximando – professor meu – até parava de varrer, porque ele ia passar
por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse
passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito
que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses
homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa
deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são
tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome. São tratados como se fossem uma ‘COISA’.

Depois de ler o e-mail e acessar alguns artigos do psicólogo social me veio na mente, será que estamos ensinando a esta nova geração a importância do simples BOM DIA?

Esta pode ser uma forma simples de viver a vida e fazer a diferença na vida de outras pessoas.

Diná Dornelles Barreira, pedagoga, especialista em Gestão e Desenvolvimento Humano, Mestrada em Gestão e Educação Ambiental.

 
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Publicado por em 12/06/2021 em Brasil

 

Vida e morte

Caminhamos na sombra da morte, cada um de nós sozinhos e todos juntos.

Socrates em seu discurso final, concluiu que a morte é uma migração da alma para outro mundo, muito melhor do que este.

Não importa em o que acreditamos, o que importa é seguir vivendo a vida da melhor maneira depois que avós, pais ou filhos partem.

Devemos aceitar a morte como um “desapego”, afinal ela é parte do processo da existência, de vir e de partir.
Nada e ninguém são eternos, tudo é passageiro e efêmero e tudo se desvanece como se nunca tivesse existido.

Essa afirmação têm um forte efeito emocional, porém tudo o que podemos fazer diante da morte de alguém que amamos, é continuar vivendo. Podemos e devemos encontrar novos prazeres depois que pessoas amadas se foram.

Devemos e podemos seguir em frente, trazendo na memória as melhores lembranças e assim superar nossas piores dores, afinal nós também iremos em breve.

  • Fazer o bem, disse uma alma inspiradora.
    É realmente assim: ajudar os seres vivos.
    Ao ajudar alguém, ajudar animais e até porque não, plantas, nos tornamos felizes.

Madame Bê

 
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Publicado por em 11/02/2021 em Brasil

 

Dois Trilhões e lá vai imposto

Os problemas da Alemanha antes da segunda guerra mundial e o triunfo dos bolcheviques na Rússia, trouxeram a “baila” ainda mais “pensadores”, munidos de convencimento, de que a única solução para aquele País, seria o socialismo/comunista.

O Estado e cartéis subsidiados e controlados pelo próprio Estado, deveriam criar empresas para todas as atividades econômicas e, então consolidar a transição para o desejado socialismo/comunista.

Esse trecho me lembrou de empresas como a de Eike Batista, dos irmãos Batista, a empresa Oi, a Brasil Foods, todas subsidiadas pelo governo e a grana arrancada do lombo do trabalhador, é claro.

Mas, voltando aos “pensadores” da Alemanha, a cada crise na economia, a cada gasto público ou social, diziam que a legitimidade da República estava em “perigo”.

Um dos problemas que fazia a coisa toda não andar para a República de Weimar, era o Estado não ser independe da justiça.

O soberano se fosse autoritário, estaria legalmente fora da lei.

Assim, “entendidos” da república, sugeriam passos para garantir o exercício do poder ao amado político, a extensão da lei.

Ou seja, uma mudança na lei para não ser um fora da lei.

Melhor dizendo, dar um “bolo” na justiça, tudo dento da lei.

Voltemos novamente ao Brasil.

O que dizer da incrível audácia dos deputados bolsonaristas e petistas, juntos e a favor da PEC05/21.

PEC essa, que literalmente mata o Ministério Público e trás ainda mais trevas a sociedade que clama por justiça.

Complicado isso. Faça o que o PT faz, caso contrário o PT volta.

E se voltar, tanto faz. Afinal votam juntos em tudo que se refere a justiça.

Dizem por aí e eu me incluo nessa, que o PT, apesar de enriquecer banqueiros e magnatas, tentava implantar aqui, o socialismo/comunista.

Igual ao que foi implantado na Venezuela e em outros países da América Latina.

Hoje aliás, todos eles, com taxas de mais de 90% de miseráveis.

Manoel Gonçalves Ferreira Filho em um de seus livros, ‘A democracia possível’, sugere medidas radicais, para as crises econômicas e sociais do Brasil.

Não só ele, várias brasileiros desejavam uma mudança na constituição, tudo para sanar as graves crises econômicas e financeiras, criadas no meu entender, pelo próprio governo.

Mesmo que Manoel Filho, tenha tentado se retratar há poucos meses atrás sobre seu polêmico livro, frases escritas movem mentes vazias.

Digo isso, pois há menos de um mês, foi cogitado de o governo “dar” absorventes para meninas pobres.

Todos ouvimos falar, no ringue, de um lado a tal “direita”, que de direita não tem nada e do outro a esquerda.

Polêmicas à parte, mas e se…

O governo tirasse o imposto do algodão e do plástico. E se entre tantos cacarecos que vem da China, viesse sem encargo algum, não só absorventes, como também fraldas?

Todas as meninas, crianças, senhoras e velhos se beneficiariam e não só pessoas pobres.

Afinal todos pagamos.

Pagamos muito, para receber quase nada.

E pra compensar a “perda” desse tributo, sugiro aos políticos, deixem de usar nosso dinheiro como fraldas.

Tenho certeza, se assim acontecer, o dinheiro compensará o outro.

Depois de toda essa miscelânea de frases, peço aos amigos petistas e bolsonaristas, observem os amados políticos.

Eles são tão, ou mais iguais, são água e H2O.

Tô pianinho com tanto populismo!

Falow.

Madame Bê

 
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Publicado por em 10/17/2021 em Brasil

 

Dois Supremos

Dois petistas foram nomeados por Bolsonaro para vaga do STF.

O primeiro foi Kassio Nunes, se tornou juiz eleitoral no TRE por meio de uma nomeação assinada em 15 de abril de 2008, pelo então presidente Lula e pelo então ministro da Justiça Tarso Genro (PT-RS).

Em 2010, houve outra recondução ao mesmo cargo. A nomeação foi assinada por Lula e pelo então ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto.

Já em 18 de abril de 2018, foi nomeado pela presidenta Dilma para preencher a vaga de  desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

O PT, foi nas redes sociais celebrar a nomeação de Bolsonaro. Procure pelas fontes. Vai encontrar tudo tim tim por tim tim. Até o afiadíssimo Malafaia, apoiador ferrenho de Bolsonaro, foi às redes indignado. 👇

Já eleito, Kassio vota contra a Lava Jato e a favor de Lula. 

-O segundo petista indicado é André Mendonça. E deverá ser avaliado e aprovado no Senado pra ocupar o cargo, para o qual foi indicado por Bolsonaro. 

Em 2002, ele publicou um texto na Folha de Londrina exaltando a vítoria do petista Luís Inácio Lula da Silva para o seu primeiro mandato, dizendo que o “coração do povo” se enchia de esperança”.

Em 2010, foi nomeado advogado geral da união por Toffoli. Até um livro ele e Alexandre de Moraes escreveram homenageando Dias Toffoli.

Bolsonaro não é contra o “sistema”, ele é parte do sistema. 

Caso Bolsonaro fosse contra o sistema, teria agido e peitado o STF e os políticos, da mesma maneira que vem gritando pelo voto impresso pelas pautas que mudariam o Brasil, como –  O pacote anti crime do Moro. Deveria ter gritado pelo fim do Foro Privilegiado. Deveria ter brigado pelo fim dos privilégios dos políticos. Deveria ter brigado pelo voto distrital. 

O voto impresso não era prioridade, já que, é o presidente que decide duas das sete pessoas que integram o TCE. 

Estão todos de mãos dadas pra nós roubar. Todos eles são contra a Lava Jato, acabaram com a Lava Jato. E se eles são contra a Lava Jato, nós que queremos viver em um País melhor, somos obrigados a defender a Lava Jato. 

Precisamos nos unir. Não há outro jeito. Ou acabamos com eles, ou eles acabam com nós.

 
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Publicado por em 08/09/2021 em Brasil

 

Faz tempo?

Faz muito tempo que não publico aqui. Pelo menos uns dois anos, acredito. Fiz algumas postagens aqui, a favor do governo Bolsonaro – na realidade …

Faz tempo?
 
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Publicado por em 07/16/2021 em Brasil

 

As árvores, como tela

As árvores são um bem inestimável, que contribuem de maneira direta o equilíbrio e o ecossistema em que vivemos.

Pensando nisso, artistas do mundo inteiro vêm se debruçando através da arte, para conscientizar as pessoas, a importância e a preservação do meio ambiente.

Entre tantas obras conceituais e ou, de instalação, trago imagens do artista grego, Konstantin Dimopoulos. Ele utiliza árvores vivas como tela, criando um efeito impactante na psique das pessoas.

Na obra intitulada de “The Blue Trees”, Dimopoulos utiliza a cor azul, para enfatizar a importância das árvores para a sobrevivência do Planeta. Não sendo a cor natural, ele provoca as mais diversas reações no espectador, levando-nos a questionar o quão importantes são as árvores e como elas passam despercebidas no nosso dia a dia.

O pigmento utilizado é produzido a base de água e biologicamente seguro, dessa maneira a cor desaparecerá gradualmente dos troncos e estes retornarão ao estado natural ao final de alguns meses.

Imaginem nós vendo imagens como essas? Deve ser muito surreal. ❤️

 
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Publicado por em 06/26/2021 em Brasil

 

Na dor você acredita em qualquer um

Esse instigante texto é leitura obrigatória para quem quer saber das artimanhas de um grande deturpador do Espiritismo francês, e que se promoveu através de farsas “mediúnicas” que demonstram uma série de irregularidades. Publicamos aqui em memória ao parapsicólogo Padre Oscar Quevedo, que morreu hoje, aos 89 anos.

Para quem é amigo da lógica e do bom senso, lerá este texto até o fim, nem que seja preciso imprimi-lo para lê-lo aos poucos. Mas quem está movido por paixões religiosas e ainda sente fascinação obsessiva por Chico Xavier, vai evitar este texto chorando copiosamente ou mordendo os beiços de raiva.

A farsa de Chico Xavier
Por Padre Quevedo
Francisco Cândido Xavier (1910-2002), mais conhecido como “Chico Xavier”, começou a exercer sistematicamente como “médium” espiritista psicógrafo à idade de 17 anos no Centro Espírita de Pedro Leopoldo, sua cidade natal.
# Durante as últimas sete décadas foi sem dúvidas e cada vez mais uma figura muitíssimo famosa. E a mais considerada pelos milhões de espiritistas do Brasil. E muito estimada inclusive por milhões de outras pessoas não-espiritistas.
# Principal motivo e base de toda a exaltação propagandística: além de inumeráveis bilhetes e breves mensagens, 419 livros psicografados. Nenhum autor brasileiro tem tamanha produção. Entre 8 a 11 livros por ano. A Federação Espírita Brasileira (FEB) e outras entidades espiritistas publicam sistematicamente esses livros traduzidos em oito idiomas, inclusive japonês, árabe… e esperanto, distribuindo-os por mais de 40 países. No Brasil, 25 milhões de exemplares vendidos.
# Acrescenta-se, para a admiração popular, que “Chico” cedeu todos os direitos autorais a diversas entidades espiritistas de atendimento aos pobres.
# A organização de propaganda espiritista apresentou pessoalmente Chico Xavier, com seus livros, por diversas cidades de Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália e Portugal. Uma das mais destacadas conseqüências práticas dessas viagens foi a fundação do “Christian Spirit Center”, em Ellon College, Carolina do Norte.
# Em numerosos jornais e revistas foram publicados e repetidos sem cessar grandes elogios à psicografia de Chico Xavier: “Os poetas de que ele é intérprete, apresentam as mesmas características de inspiração e de expressão que os identificavam neste planeta”. “Anos após a sua morte, é dado encontrar-lhe novamente as idéias e o estilo”. “Não atraiçoou poeta algum, pois todos se apresentam realmente como eram em vida”. “Ninguém que haja lido assiduamente os escritores em questão, deixará de reconhecê-los integralmente nas poesias ou livros psicografados”. Apregoam que inclusive o grande crítico literário Agripino Grieco reconheceu nas psicografias de Chico o inconfundível estilo de Umberto de Campos… “Se o homem produziu tudo aquilo por conta própria, então ele pode ocupar quantas cadeiras quiser na Academia”. Etc.
A propaganda espalha pelo Brasil inteiro (e sem tanto êxito em muitas outras partes do mundo), a pergunta: “Como é possível que um ignorante e iletrado seja capaz de escrever tudo isso e em diferentes estilos?”.
A realidade é muito diferente
# Direitos autorais
Não foram empregados só em atendimento aos pobres, senão também e preferentemente para divulgação dessas psicografias e para propaganda do Espiritismo. Concretamente já aludimos ao “Christian Spirit Center”, que pessoalmente Chico ajudou a fundar. Precisamente junto ao centro onde atendia Chico havia uma livraria de Espiritismo. Etc.
(The Christian Spirit Center was an American branch of the Brazilian Spiritualist movement and existed primarily to translate the messages of Brazilian mediums (spoken in Portuguese) into English. Brazilian Spiritualism is derived from the French spiritism of Allan Kardec and gives central importance to reincarnation.
The center affirmed the continuity of life after death (proved by Christ in his resurrection), the law of cause and effect, reincarnation, and the freedom and moral responsibility of people. Last known address: P.O. Box 114, Elon College, NC 27244. Read more: http://www.answers.com/topic/christian-spirit-center#ixzz3J37GUjBN)
# Academia?
Há falsários perfeitíssimos que enganaram aos melhores museus e especialistas. Mas descoberta a falsificação, nenhum falsário foi elevado à cadeira de nenhuma academia: imitação não é originalidade. O pastiche não é a genialidade.
# Iletrado?
“Fez o curso primário e estudou mais um ano com uma professora particular, que testemunha: ‘Distinguia-se por sua inteligência, sua memória prodigiosa e sua aplicação ao estudo. Só queria ler, não participava dos brinquedos nem das rodas dos outros meninos, e quando deles queria participar era tão sem jeito e sem graça, que preferia desistir’” (“O Diário” de Belo Horizonte, 1954, série de artigos).
E outro pesquisador no “Diário de Minas” (10-VIII-1958): “Que Chico Xavier não é um iletrado, como espalharam seus admiradores. Já há cerca de quinze anos acentuei como fez estudos secundários, e ainda muito jovem publicava sonetos seus, com sua assinatura, como um que transcrevi naquele artigo, sonetos melhores do que muitos psicografados que ele atribui à Bilac, por exemplo”.
Em todo caso Chico tinha, de nascença, uma grande queda à literatura, pelo gosto irreprimível de leitura, pela riqueza da sua imaginação e pela facilidade para escrever, tanto que já no quarto ano primário recebe menção honrosa num concurso sobre o Centenário da Independência do Brasil. (Repórter Ramón García y García na revista “Fatos e Fotos”, 1972, página 25).
# Chico disse depois que fora psicografado por um literato do além!
A quem pretende enganar, que não seja já fanático? Se tivesse sido psicografia de algum literato do além, teria ganhado o primeiro prêmio, não só menção honrosa: Os juizes perceberam clarissimamente o estilo de um menino do primário e isso é que quiseram homenagear…
Cada qual naquilo para que tem tendência e para o que treina. Chico tinha tendência literária, Gasparetto para a pintura, Rosemary Brown para música, Frank Cox para pianista, etc., etc. Por que os “espíritos” não escrevem música com Chico nem literatura com Cox…?
# O mesmo estilo de quando vivos?
Na realidade o que aquele grande crítico literário, Agripino Grieco, escreveu é muito diferente: “Os livros póstumos, ou pretensamente póstumos, nada acrescentam à gloria de Umberto de Campos, sendo mesmo bastante inferiores aos escritos em vida. Interessante: De todos os livros que conheço como sendo psicografados, escritos por intermédio de um médium, nenhum se equipara aos produzidos pelo escritor em vida” (“Diário da Noite”, São Paulo, 28-VI-1944).
Outro crítico literário, João Dornas Filho, a respeito, por exemplo, de Olavo Bilac: “Esse homem que em vida nunca assinou um verso imperfeito, depois de morto teria ditado ao Sr. Xavier sonetos interinos abaixo de medíocres, cheios de versos mal medidos, mal rimados e, sobretudo, numa língua que Bilac absolutamente não escrevia!” (“Folha da Manhã”, São Paulo, 19-IV-1945).
O crítico literário Osório Borba, a pedido do “Diário de Minas” (10-VIII-1958), resume assim sua perícia crítica, apoiado também no II Congresso Brasileiro de Escritores (1947): “Levo anos e anos pesquisando. Catei inúmeros defeitos de várias espécies, essenciais ou de forma. A conclusão de minha perícia é totalmente negativa. Aqueles escritos ‘mediúnicos’, por quem quer que conheça alguma coisa de poesia ou literatura, não podem ser tidos como de autoria dos grandes poetas e escritores a quem são atribuídos. Autores de linguagem impecável em vida aparecem ‘assinando’ coisas imperfeitíssimas como linguagem e técnica poética. Os poetas ‘desencarnados’ se repetem e se parodiam, a todo o momento, nos trabalhos que lhes atribuem ‘mediunicamente’. Por exemplo, Antero de Quental plagiando (!) em idéia e até em detalhes, literalmente um soneto de Augusto dos Anjos. Tudo isso está exaustivamente documentado, através de um sem número de citações e confrontos”.
“As pessoas que se impressionam pela ‘semelhança’ dos escritos ‘mediúnicos’ de Chico Xavier com os deixados pelos seus indigitados autores, ou são inteiramente leigas sem maior discernimento em matéria de literatura, ou deixaram-se levar ligeiramente por uma primeira impressão. Se examinarem corretamente a literatura psicográfica verão que tal semelhança é de pastiche, mais precisamente, de caricatura. O pensamento das psicografias (de Chico Xavier) é absolutamente indigno do pensamento dos autores a quem são imputados, e a forma em geral e a técnica poética, ainda piores. E há inúmeros casos de parodia e repetição de temas, frases inteiras, versos, além dos plágios”.
“Por exemplo, Bilac aparece com sonetos verdadeiramente reles, e incorretos, pensamento primário, péssima linguagem, péssima técnica poética, que qualquer ‘Caixa de Malho’ recusaria. De Augusto dos Anjos, os poemas ‘mediúnicos’ repetem assuntos, pensamentos, versos e frases. Etc.”.
Como diz o crítico literário Leo Gilson Ribeiro, “Uma coisa é clara: Quando o ‘espírito’ sobe, sua qualidade desce. É inconcebível que grandes criadores de nossa língua, depois da morte fiquem por aí gargarejando o tatibitate espírita” (revista “Realidade”, Novembro 1971, página 62).
O jornalista João de Scantimburgo objetava a Chico Xavier: “Eu insisto que a escrita automática é o produto do inconsciente do senhor, não de mediunidade. Na França foi publicada uma coleção de livros com o título genérico ‘A maneira de…’ em que algumas pessoas fazem a imitação de vários autores. Se o senhor ler, não distinguirá ainda que tenha profundo conhecimento do estilo do autor imitado. E trata-se de uma imitação consciente. O senhor imita autores dirigidos pelo inconsciente (?). Em nada supera as faculdades naturais” (“Diário de S. Paulo”, 8-Agosto-1971, 3.º caderno, página 7).
Ora, quando se trata de conteúdo… Insiste o jornalista citado: “Além de jornalismo, eu também tenho a carreira de Filosofia. E não foram psicografados conteúdos profundos e complexos como a obra (à maneira de) Platão, a de Aristóteles, a de Santo Agostinho, a de Santo Tomás de Aquino, a de Descartes, a de Kant, e a de outros filósofos e pensadores. Não será porque o senhor, Chico Xavier, não tem esses conhecimentos?”.
Em todas as psicografias de Chico Xavier o fundo é sempre o mesmo por mais diferentes que tenham sido os “espíritos” aos que se atribuem: Uma ‘religiosidade’ moralista, piegas, melíflua, repetitiva, absolutamente infantil… Quase três adjetivos por linha. Os mais usados: cariciosas, dulcíssima, inexcedível, amados…
Deveria bastar ler qualquer livro psicografado por Chico Xavier para compreender que tudo está muito longe de ser o que seus propagandistas proclamam. Tomemos a melhor publicação, a mais elogiada: “O Nosso Lar”. Tudo está plagiado de absurdos e contradições.
Como conclusão deste aspecto, a acertada qualificação divulgada por Dom Benedito Ulhoa, arcebispo de Uberaba, que conhecia muito bem o caso: “Chico Xavier não passa de um hábil pasticheiro”.
É mesmo psicografia?
# Em duas oportunidades, havendo eu instruído a um repórter da TV Gazeta e ao padre Herbert Günter, da TV “Pro Vobis” da Alemanha, comprovamos que Chico Xavier sabia o que acabava de “psicografar”…
# A técnica científica poderia refutar aos líderes do Espiritismo, mas Chico Xavier bem instruído por esses mesmos líderes, não permitia que se tirasse o eletroencefalograma e se fizesse outras análises clínicas quando dizia que estava psicografando, em público. Saberíamos se estava escrevendo inconscientemente, psicografia, ou se estava fingindo por escrever conscientemente.
Reconhecido pelo próprio Chico
Aliás, o próprio Chico Xavier, apesar de pretender disfarçá-lo, na realidade repetidas vezes, estava reconhecendo seu longo treino, por exemplo, quando confessou que “por quatro anos em trabalho muito cansativo e com muito esforço”, “até 1931 recebeu centenas de mensagens”, “mas Chico as destruiu, já que ‘não passavam, segundo ele, de exercícios de psicografia’” (Em entrevista à repórter Teresa Goulart na revista “Manchete”, 5 de Junho de 1982).
O testemunho do sobrinho
Amauri Xavier Pena, filho da irmã mais velha de Chico Xavier, Dona Maria Xavier, foi escolhido pelo tio para ser seu sucessor. Vinha treinando desde os treze anos. Aos 17 anos cedeu às insistências do tio. Treinado com grande constância na “psicografia”, mostrou maior facilidade do que o famoso tio para imitar os autores que lia. E assim publicou mais de cinqüenta livros “psicografados” imitando mais de cinqüenta autores, “cada qual no seu próprio e inconfundível estilo. Recebeu também uma epopéia de Camões em estilo quinhentista”, Cruz e Sousa, Gonçalves Dias, Castro Alves, Augusto dos Anjos, Olavo Bilac, Luís Guimarães Jr., Casemiro Cunha, Inácio Bittencourt, Cícero Pereira, Hermes Fontes, Fabiano de Cristo (?!), Anália Franco…, e até Bocage e Rabindranath Tagore. O boletim espiritista “Síntese”, de Belo Horizonte, fazia a divulgação.
“Um grande médium” era proclamado, mesmo depois da auto-retratação em Julho de 1958 no “Diário de Minas”. E lá mesmo, perante os jornalistas, imitou diversos estilos de autores famosos. “Tudo o que tenho ‘psicografado’ até hoje, apesar das diferenças de estilo, foi criado pela minha própria habilidade, usando apenas conhecimentos literários”, declarou.
E proclamou que seu tio Chico Xavier “não passa de um grande farsante”. E à revista “Manchete”: “Revoltava-me contra as afirmações dos espiritistas (que diziam que era médium). Levado à presença do meu tio, ele me assegurou, depois de ler o que eu escrevera, que um dia eu seria seu sucessor. Passei a viver pressionado pelos adeptos da ‘terceira revelação’”…
Como absurdamente chamam ao Espiritismo, com ele pretendendo suplantar, após as revelações do Pai e do Filho, a Terceira Revelação pelo Divino Espírito Santo o dia de Pentecostes.
“A situação torturava-me, e várias vezes, procurando fugir àquele inferno interior, entreguei-me a perigosas aventuras, diversas vezes saí de casa, fugindo à convivência de espíritas. Cansado, enfim, cedi dando os primeiros passos no caminho da farsa constante. Tinha então 17 anos”.
“Perseguido pelo remorso e atormentado pelo desespero, cometi vários desatinos (…). Vi-me então diante da alternativa: mergulhar de vez na mentira e arruinar-me para sempre diante de mim mesmo, ou levantar-me corajosamente para penitenciar-me diante do mundo, libertando-me definitivamente. Foi o que decidi fazer procurando um jornal mineiro e revelando toda a farsa” (…).
“Meu tio é também um revoltado, não conseguindo mais recuar diante da farsa que há longos anos vem representando”.
“Eu, depois de ter-me submetido a esse papel mistificador, durante anos (…), resolvi, por uma questão de consciência, contar toda a verdade” (Ver também “Estado de Minas”, 20-Janeiro-1971; revista “Realidade”, Novembro 1971, página 65; etc.).
Mais uma máscara
Com a retratação do sobrinho reconhecendo que tudo, dele e do famoso tio, era pura farsa, Chico Xavier, às pressas, simplesmente com a roupa do corpo, abandonando tudo, fugiu secretamente de Pedro Leopoldo.
# Após algum tempo escondido, verificou-se que reaparecera como médium psicógrafo em Uberaba. Até o fim da sua vida. E mais um engano ou disfarce tão grosseiro como atraente: na “Comunhão Espírita Cristã”…
Fingem ignorar que Espiritismo e Cristianismo são absolutamente incompatíveis.
# Mas Amauri Xavier Pena, carregado de remorsos, insistia na retratação. E os “espíritos superiores” decretaram sua morte: num muito conveniente “acidente” de carro…
O testemunho da irmã
Dona Maria Xavier, irmã mais velha e que se fizera de “mãe” de Chico Xavier, declarou inúmeras vezes que tudo isso da pretendida psicografia espírita era devido a incansável treino anos e anos a fio.
E freqüentemente declarou mais: que por tais testemunhos, Chico, quando já “médium” famosíssimo, por duas vezes tentou sugestioná-la para morrer, dizendo que os espíritos superiores haviam anunciado a morte dela para tal data. Errou. Novamente anunciou a morte para uns meses mais tarde. Errou de novo. Dona Maria Xavier não se deixou sugestionar pelo famoso irmão espírita.
Malandragens e mentiras
# Chico Xavier, quando “psicografa”, com os dedos tampa o olho esquerdo.
Para que? Nele é completamente cego.
# E com a palma da mão, folgadamente, encobre o olho direito fechado, de forma que num palpebrar rápido pode ver perfeitamente sem que os presentes percebam essa vulgar manobra…
Que, porém, não engana a nenhum aprendiz de mágico…
# Ou, então, deixa ao descoberto o olho esquerdo fechado, o cego, enquanto que encobre com a palma da mão com bastante folga o olho direito…
# Vendo-o falar sozinho, o pai leva-o à paróquia de Matosinhos, próxima a Pedro Leopoldo, para falar com o padre Sebastião Scarzelli. “Era um senhor muito bondoso, de quem eu recebia muitos conselhos e algumas penitências”.
“Uma das pequenas penitências impostas pelo padre: seguir todas as procissões que houvesse, carregando uma pedra de 15 quilos na cabeça. Uma vez eu tinha de rezar mil Ave-Marias. Ia rezando e contando. Quando chegava mais ou menos a 950, vinha um espírito brincalhão e me fazia errar a conta. Lá ia eu começar tudo de novo”.
“‘Cínico, tem parte com o Diabo, precisa internar’, e lá ia o pai com Chico ao padre, e tome mais Ave-Marias e outras penitências” (Entrevista ao repórter Ramón García y García, em “Fatos e Fotos”, 1977, artigo “As torturas a um menino órfão”, págs. 24 s).
– Alguém pode duvidar que estas afirmações de Chico Xavier sejam mentiras deslavadas? E quem assim mente quantas outras mentiras haverá proferido?
Doente mental
# Por motivos de saúde houve que fazer o eletroencefalograma de Chico Xavier, fora do controle dos espiritistas quando fingia que estava “psicografando”. Resultado esclarecedor: “Foco temporal classicamente responsável por distúrbios sensoriais, alucinações, ouvir vozes (…), arritmia, tendência a ataques epilépticos ou ‘transes’” (Ver, entre outras publicações, revista “Realidade”, Novembro, 1971).
# Depoimento do pai, Sr. João Cândido. Confessou o próprio Chico Xavier com referência à sua “iniciação mediúnica” na infância, de sonâmbulo falante e ambulante: “Meu pai estava querendo internar-me em um sanatório para enfermos mentais (…). Devia ter suas razões: naquela época me visitavam (…) também entidades estranhas perturbadoras” (Em entrevista ao repórter Mauro Santayana, “Folha Ilustrada”, São Paulo, 11-Julho-1982).
# Depoimento da madrinha, Dona Rita: “Dizia que eu era louco”. Surrava-me “por ser doido (…). Dizia a todo mundo que o menino era doido varrido” (Em entrevista ao repórter Ramón García y García, “Fatos e Fotos”, n.º 1072).
# Por afirmação do próprio Chico. Afirmou inúmeras vezes que estava sempre sendo assistido e inspirado por “Emmánuel”. Continuamente, ininterruptamente, dia e noite…, que o via, ouvia e sentia como a qualquer pessoa viva ou a qualquer coisa ao redor. Especialmente por “Emmánuel”, como chefe, mas também mais de 500 outros “espíritos” subordinados.
Sendo isto não só sem prova nenhuma senão também clarissimamente falso, como veremos, de duas uma: ou Chico Xavier não acreditava no que afirmava e seria um contínuo mentiroso e contínuo farsante, ou acreditava nessa afirmação e então estava completamente fora da realidade, o que significaria que era absoluta e continuamente louco em alto grau.
Surtos ou confirmações da loucura?
Se todo o proceder e afirmações de Chico Xavier foi totalmente farsa, os episódios a que agora vou me referir classificar-se-iam propriamente como surtos, ataques de loucura mais ou menos freqüentes. Se, porem, não fosse farsa, os casos que vamos citar seriam só confirmações, manifestações mais notáveis da sua plena e habitual grande loucura.
# Por exemplo, quando era escriturário no Ministério de Agricultura em Pedro Leopoldo: “Eu estava trabalhando, quando vi entrarem dois espíritos perturbados, que vinham já há vários dias fazendo ameaças. Um deles estava armado de revólver e, depois de me dirigir vários desaforos, disse que ia me matar. Dito e feito: apertou o gatilho e a bala atingiu meu ombro, mas só de raspão, porque eu ainda tive tempo de desviar o corpo (…). Tanto o tiro foi real, que eu fiquei oito dias com o ombro dolorido” (Em entrevista à revista “Realidade”, Novembro, 1971).
# “Este coelho não é muito honesto. Outro dia, dois gatos meus vieram denunciá-lo (…). O coelho, disseram, lhes estava comendo a razão de carne. Os coelhos deveriam ser herbívoros, mas este, acanalhado, virou carnívoro” (Ibidem).
# “Freqüentemente, quando viaja de carro, se nota uma folha ao vento ou alguma coisa semelhante, ‘mando parar. Temo que os cavalos do motor se assustem’ me diz Chico Xavier” (Ibidem).
# Etc., etc.
E as incongruências
Apresento algumas, entre milhares. Se Chico Xavier não era louco, a farsa seria gravíssima demais… Se Chico Xavier era um grande doente mental, não estranhariam as contínuas e enormes incongruências e que ele as atribuísse a “espíritos” superiores.
A propaganda que dele fazem os líderes do espiritismo é que deveria estranhar se não fosse conhecido o fanatismo e mesmo tortuosa intenção…
# No “Parnaso de Além Túmulo” Chico Xavier apresenta um soneto, no “estilo dos sonetos do exílio” como se fosse uma psicografia ditada pelo “espírito” de Dom Pedro II.
Ora, o “espírito” de Dom Pedro II não sabia nem ninguém lhe comunicou no além, nem a ele nem a Chico, que os “sonetos do exílio” não eram de Dom Pedro senão de um nobre que o acompanhava? (Com toda razão Gustavo Barroso ridicularizava então a Chico Xavier num artigo em “O Cruzeiro”).
# “E no caso de Humberto de Campos é mais grave”…
“Porque ele capricha em obedecer ao Decreto do Governo Federal que instituiu a ortografia fonética, decreto baixado depois de seu trespasse” (Timponi, Miguel: “A Psicografia ante os Tribunais”, 4.ª edição, página 333).
# Chico Xavier fundou em Pedro Leopoldo o Centro Espírita São Luís Gonzaga, Rei da França.
Isto é, os “espíritos superiores” que pretendidamente assessoram a Chico seriam tão ignorantes, que não sabem que São Luís Gonzaga, jesuíta, italiano, morto muito jovem no século XVI é completamente diferente de São Luís, Rei da França, das Cruzadas, morto velho no século XIII.
# A “psicografia” mais reeditada e mais vendida, mais traduzida a outras línguas, mais difundida em Teatro e Televisão… é a novela “Nosso Lar”.
Não sabemos que admirar mais, se a tão delirante como brilhante imaginação de Chico Xavier ou o “fanatismo” dos seus propagandistas:
Conta a história no além do “espírito” do famoso médico Dr. Osvaldo Cruz, que no além e nas numerosíssimas mensagens transmitidas a Chico e nos numerosos lares e centros de espiritismo que patrocina, recebe o nome de André Luís. Este espírito “desencarnado”, ficou oito anos andando, andando (com que pernas?) sem saber por onde nem para onde. “Persistiam em mim as necessidades fisiológicas sem modificação” (um desencarnado precisando esconder-se detrás de arbustos para fazer xixi e cocô!). “Castigava-me a fome de todas as fibras” (?), “De quando em quando deparavam-se-me verduras (no além!), que me pareciam agrestes, em torno de humildes filetes d’água a que me atirava sequioso. Devorava (com que dentes?) as folhas desconhecidas, colocava os lábios (?) à nascente turva”, “Suguei lama da estrada”. “Não raro era imprescindível ocultar-me das enormes manadas de seres animalescos, que passavam em bandos quais feras insaciáveis”.
Por fim chegou “à frente de grande porta encravada em altos muros, cobertos de trepadeiras floridas e graciosas”. É o “Nosso Lar”, uma colônia espiritual do além consagrada ao Cristo, fundada por “espíritos” portugueses “desencarnados” no Brasil no século XVI. Tem um milhão de “almirantes”. Está num lugar do espaço mais perto do Sol do que da Terra (que cegos nossos astrônomos e astronautas que não encontraram no nosso sistema solar água, nem plantas, nem feras, nem habitantes, nem construções… nem esse “planeta”). Ocorria um movimento de greve para melhorar a comida, mas a ordem foi logo restabelecida com censura à imprensa, prisões em massa. André Luiz descreve “vampiros, rostos encabeirados, mãos esqueléticas, fácies monstruosas” com vômitos negros (apesar de desencarnados!?). Quem na Terra usou os olhos para o mal, em “Nosso Lar” (como espírito desencarnado!) comparece com as órbitas vazias. Quem usou as pernas para o mal, (desencarnado!) fica paralítico e mesmo sem pernas. Mas de um a outro lado da colônia, há um serviço regular de aerobus.
Naqueles dias o governador do “Nosso Lar” comemorava seu 114.º aniversário de governança (lá também há ditadura!), assistido por doze Ministérios, cada ministério orientado por 12 ministros (lá também há cabides de empregos).
Através das brechas nos muros da cidade, por desleixo do Ministério e dos serviços de Regeneração, havia intercâmbio clandestino (como o contrabando daqui!), pelo que o Governador “mandou ligar as baterias elétricas das muralhas da cidade, para emissão de dardos magnéticos”.
# Toda a sua vida Chico Xavier proclamou que seu principal “espírito guia” era “Emmánuel” (assim, com acento tônico na letra a, proparoxítona), afirmando que fora “senador romano dos tempos de Cristo”.
Chico ouviu que o latim não tem oxítonas, e transformou a palavra em proparoxítona. É que nenhum “espírito” do além saberia que a palavra “Emmánuel” não existe, é Emmanuel (oxítona), como Manuel, Gabriel, Rafael, Miguel.
E nenhum “espírito” de morto saberia que Emmanuel não é uma palavra latina, senão hebraica, que significa “Deus conosco”, termo profético aplicado na Bíblia a Jesus Cristo.
# Quando ridicularizei a afirmação de Chico, pois nos tempos de Cristo nenhum senador romano poderia chamar-se “Emmánuel”, nome cristão, e então o Cristianismo ainda não chegara a Roma, Chico Xavier inventou que “Emmánuel” era o pseudônimo de Públio Léntulo.
Corresponderia o ônus da prova a Chico Xavier…, ou a “Emmánuel”.
Houve um senador romano chamado Publius Cornelius Lentulus, padrasto do Imperador Marco Antônio, e foi destituído do Senado por corrupção e por corrupção executado a pedido do célebre orador Cícero. Mas nenhum “espírito” de morto sabia que essa execução foi no ano 63 antes do nascimento de Cristo… Portanto, bem longe de ser contemporâneo de Jesus.
# Quando perguntei, publicitariamente, contra a absurda afirmação dos espiritistas kardecistas, se “Emmánuel” esquecera de reencarnar, Chico Xavier inventou que “Emmánuel” tivera outras duas reencarnações posteriores, o padre Manuel da Nóbrega, jesuíta, e o padre Damián, espanhol.
O ônus da prova?
Agradeço a homenagem: sou jesuíta e espanhol.
# Acontece que Chico Xavier disse que o padre Manuel da Nóbrega teria sido a última reencarnação de “Emmánuel” segundo revelação dele próprio (Citemos, entre tantas fontes, por exemplo, “O Popular”, de Goiânia, 19-Novembro-1975, 2.º Caderno, página 15).
Quando mente Chico Xavier? Quando diz que a última reencarnação de “Emmánuel” foi no padre Nóbrega, ou quando diz que no padre Damián? (Claro, as duas são mentiras).
# Mas mesmo com as tais supostas duas reencarnações não se resolve o problema. O padre Manuel da Nóbrega morreu em 1570. Segundo Chico teria reencarnado 50 anos depois (portanto 1620) no padre Damián, espanhol que haveria evangelizado na França.
Ora, e depois voltou a esquecer de reencarnar?
# Acontece também que todos os senadores romanos (“Emmánuel”), e todos os jesuítas até há poucos anos (padre Manuel da Nóbrega), e todos os padres antigos (como seria o não identificado padre Damián) falamos latim. Desafiei em nome da Parapsicologia Internacional: 10.000 dólares a Chico e mais outros tantos a cada um dos que coubessem na sala, se Chico conseguisse falar ao menos um minuto comigo em latim. E nas mesmas condições outros 10.000 se falasse em espanhol (padre Damián). E nas mesmas condições outros 10.000 se falasse em francês (padre Damián, de novo).
# Etc., etc., etc. Acrescentarei mais alguns disparates somente a respeito da reencarnação, absurdo de que espiritistas kardecistas são ferrenhos propagadores…
E se dizem cristãos, sendo que é impossível conciliar reencarnação com ressurreição, esta que é baluarte principal da fé cristã. O próprio Cristo, e Nossa Senhora já não mais existiriam, pois haveriam reencarnado já várias vezes!
# Inúmeras vezes Chico cai em contradição com respeito à reencarnação. Por exemplo, na “Mensagem aos meus pais” do “espírito” de Syumara de Oliveira “psicografada” por Chico: “Conservem a certeza de que surgirá o dia em que nos reencontraremos para a felicidade sem ponto final” (Reunião Pública no Grupo Espírita da Prece, Uberaba, 7-Junho-1980).
O que é proclamar a ressurreição e felicidade eterna.
# Igualmente na tão paparicada “psicografia” em que teria escrito em espelho e em inglês,
Não fosse evidente que foi desenhada muito pacientemente uma frase aprendida de cor; truque tão infantil; perante que testemunhas “psicografou” tal frase?…
Mas o que agora frisamos: o conteúdo da frase é contra a interpretação reencarnacionista da dor, contra a doutrina espiritista em geral, e no sentido cristão de colaborar com Cristo na Redenção do mundo: (Tradução) “Meus caros amigos espiritualistas, o conhecimento dos homens é nulo em face da morte (o conhecimento dos espiritistas, pois a eles seria dirigida a mensagem de “Emmánuel”); suportai a vossa Cruz com paciência e coragem. A dor e a fé são os maiores tesouros terrenos e o trabalho é o ouro da vida”.
# Se a dor e as doenças fossem em castigo de “reencarnações” anteriores como absurdamente diz o próprio Chico e os espiritistas kardecistas em geral, Chico Xavier seria, em vez de um espírito muito desenvolvido, como pretendem, pois desde criançinha teria péssimo “karma”, perdendo a mãe aos cinco anos, foi maltratado por cruel madrinha, sempre teve péssima saúde, sexualmente invertido, tendência à epilepsia e alucinações, sofreu dois infartos, teve labirintite muito violenta, a próstata temia-se que o levasse à morte prematura, ficou cego do olho esquerdo, etc., etc.: Uma coletânea do pior “karma” (!?).
# Em resposta ao repórter Almir Guimarães, Chico afirma que o Beato padre José de Anchieta está “no plano espiritual” (“Pinga Fogo” da TV Tupi e “Especial Encarte” do “Diário de S. Paulo”, Dezembro 1971, página 12).
É claro, não há reencarnação, está ressuscitado com corpo espiritualizado no Céu por toda a eternidade.
Mas com referência a essa absurda doutrina dos espiritistas kardecistas, também o padre Anchieta esqueceu de reencarnar?
E também agradeço a nova homenagem: O padre Anchieta também era espanhol e jesuíta…
# Quando Chico praticava “exercício ilegal da medicina” (artigo 284 do Código Penal), as receitas seriam por “psicografia” do “espírito” de Bezerra de Menezes.
Mais um que haveria esquecido de reencarnar…
# Etc., etc.
Vaidade doentia
Muitos ficam surpresos pelo fato concreto de o “humildíssimo” Chico usar peruca até terminar o implante de cabelos, e antes sempre boina.
É típica a vaidade exacerbada como mecanismo doentio para compensar defeitos que poderiam levar ao complexo de inferioridade. Em Chico Xavier, homossexualidade, toda a vida doente, surtos ou contínua psicose… Não insistirei nisto, só o mínimo para desmascarar em Chico o contínuo fingimento de humildade. Bastem as palavras do grande psiquiatra Professor Dr. Silva Mello: “Dentro do espiritismo, do mediunismo, da psicografia há muito desejo oculto, muita necessidade de ser diferente e maior e melhor do que os outros, muita vaidade, muito amor próprio (…) bem disfarçado (…). E talvez em nenhum território humano apareça isso de maneira tão evidente como justamente no campo do espiritismo” (“Mistérios e Realidades deste e do Outro Mundo”, página 277).
Nem adivinho, nem inspirado
Nada teria de mais que Chico Xavier tivesse alguma adivinhação, do pensamento ou realidade, em relação com alguma pessoa viva, no presente ou num passado ou futuro não muito distantes. Como tantas outras pessoas têm, ou mesmo todas alguma vez. Mas Chico Xavier não tinha um mínimo que fosse de controle da adivinhação, nem estava contra o que afirmava, inspirado continuamente, ininterruptamente, dia e noite, especialmente por “Emmánuel” e mais outros 500 guias.
Além de ganhar os 60 mil dólares com que durante 40 anos eu lhe vim desafiando em nome da Parapsicologia Internacional,
# Não teria sido enganado por Otília Diogo nas fraudulentas materializações na própria casa de Chico Xavier, em Uberaba, farsa grosseira e contínua na que tão entusiasticamente colaborou, até ser tudo desmascarado pela equipe de repórteres (revista “O Cruzeiro”, ampla série de reportagens nos primeiros meses de 1964; e outras muitas reportagens posteriores, por exemplo, 27-10-1970; e em outras revistas inclusive do estrangeiro, por exemplo, na revista “Creencias Populares”, da Argentina, Março de 1975; e em jornais, por exemplo, série de quatro artigos em “A Gazeta” de Curitiba; etc.).
# não teria confiado tão entusiasticamente, ao ponto de designá-lo para seu sucessor, em Amauri Xavier Pena, o sobrinho que o desmascarou.
# não teria confiado nem deixado que seu “filho” adotivo, o dentista Eurípides Higino dos Reis, e a ex-mulher deste, Cristine Gertrude Shulz, desviassem dinheiro em grande quantidade durante anos, como denunciou o promotor de Investigações Criminais Dr. José Carlos Fernandes (“Veja” 14-fevereiro-2001; “Contigo”, 20-Fevereiro-2001; “O Estado de São Paulo”, 31-Março-2001; “Jornal do Brasil”, 21-Setembro-2001; etc., etc.).
# entre outros muitos exemplos, não haveria obtido tão facilmente êxito o repórter Hamilton Ribeiro. A seu pedido, Chico Xavier “psicografou” uma mensagem do “espírito” da mãe do Sr. João Guignone, Presidente da Federação Espírita do Paraná.
Acontece que foi artimanha do repórter, a senhora “comunicante” está viva em Curitiba.
# Continua o repórter Hamilton Ribeiro: “Agora vou ler a receita psicografada do pedido que fiz hoje em nome de Pedro Alcântara Rodrigues, Alameda Barão de Limeira, 1.327, apto. 82, São Paulo (…). Na letra inconfundível da psicografia (de Chico Xavier), lá está: ‘Junto dos amigos espirituais que lhe prestam auxílio, buscaremos cooperar espiritualmente em seu favor. Jesus nos abençoe’”.
“O que pensar disso? Nem a pessoa com aquele nome, nem mesmo esse endereço existem. Eu os inventei” (revista “Realidade”, Novembro 1971).
# Instruído por mim, um deputado que havia perdido recentemente seu filho num acidente de moto, ficou conversando na ante-sala de Chico Xavier com uma determinada senhora, como se fosse simplesmente uma amiga. Entraram. O “espírito” do filho falecido, pela “psicografia” de Chico Xavier afirmou que estava lá presente, vendo-os, e pediu para que levassem um recado de consolo para a mãe, e comentou sobre a imprudência juvenil com que acelerou a moto…
Falharam os informadores que Chico tinha na cidade e na ante-sala. É prova de que “Emmánuel” & Cia. são pura falsidade. Acontece que a “amiga” que o “espírito” do morto estaria vendo que estava lá, e para quem um recado deveria levar, era mesmo a mãe!
E não fora o filho quem acelerou, ia de carona!
Conclusão geral

Esse instigante texto é leitura obrigatória para quem quer saber das artimanhas de um grande deturpador do Espiritismo francês, e que se promoveu através de farsas “mediúnicas” que demonstram uma série de irregularidades. Publicamos aqui em memória ao parapsicólogo Padre Oscar Quevedo, que morreu hoje, aos 89 anos.

Para quem é amigo da lógica e do bom senso, lerá este texto até o fim, nem que seja preciso imprimi-lo para lê-lo aos poucos. Mas quem está movido por paixões religiosas e ainda sente fascinação obsessiva por Chico Xavier, vai evitar este texto chorando copiosamente ou mordendo os beiços de raiva.

A farsa de Chico Xavier
Por Padre Quevedo
Francisco Cândido Xavier (1910-2002), mais conhecido como “Chico Xavier”, começou a exercer sistematicamente como “médium” espiritista psicógrafo à idade de 17 anos no Centro Espírita de Pedro Leopoldo, sua cidade natal.
# Durante as últimas sete décadas foi sem dúvidas e cada vez mais uma figura muitíssimo famosa. E a mais considerada pelos milhões de espiritistas do Brasil. E muito estimada inclusive por milhões de outras pessoas não-espiritistas.
# Principal motivo e base de toda a exaltação propagandística: além de inumeráveis bilhetes e breves mensagens, 419 livros psicografados. Nenhum autor brasileiro tem tamanha produção. Entre 8 a 11 livros por ano. A Federação Espírita Brasileira (FEB) e outras entidades espiritistas publicam sistematicamente esses livros traduzidos em oito idiomas, inclusive japonês, árabe… e esperanto, distribuindo-os por mais de 40 países. No Brasil, 25 milhões de exemplares vendidos.
# Acrescenta-se, para a admiração popular, que “Chico” cedeu todos os direitos autorais a diversas entidades espiritistas de atendimento aos pobres.
# A organização de propaganda espiritista apresentou pessoalmente Chico Xavier, com seus livros, por diversas cidades de Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália e Portugal. Uma das mais destacadas conseqüências práticas dessas viagens foi a fundação do “Christian Spirit Center”, em Ellon College, Carolina do Norte.
# Em numerosos jornais e revistas foram publicados e repetidos sem cessar grandes elogios à psicografia de Chico Xavier: “Os poetas de que ele é intérprete, apresentam as mesmas características de inspiração e de expressão que os identificavam neste planeta”. “Anos após a sua morte, é dado encontrar-lhe novamente as idéias e o estilo”. “Não atraiçoou poeta algum, pois todos se apresentam realmente como eram em vida”. “Ninguém que haja lido assiduamente os escritores em questão, deixará de reconhecê-los integralmente nas poesias ou livros psicografados”. Apregoam que inclusive o grande crítico literário Agripino Grieco reconheceu nas psicografias de Chico o inconfundível estilo de Umberto de Campos… “Se o homem produziu tudo aquilo por conta própria, então ele pode ocupar quantas cadeiras quiser na Academia”. Etc.
A propaganda espalha pelo Brasil inteiro (e sem tanto êxito em muitas outras partes do mundo), a pergunta: “Como é possível que um ignorante e iletrado seja capaz de escrever tudo isso e em diferentes estilos?”.
A realidade é muito diferente
# Direitos autorais
Não foram empregados só em atendimento aos pobres, senão também e preferentemente para divulgação dessas psicografias e para propaganda do Espiritismo. Concretamente já aludimos ao “Christian Spirit Center”, que pessoalmente Chico ajudou a fundar. Precisamente junto ao centro onde atendia Chico havia uma livraria de Espiritismo. Etc.
(The Christian Spirit Center was an American branch of the Brazilian Spiritualist movement and existed primarily to translate the messages of Brazilian mediums (spoken in Portuguese) into English. Brazilian Spiritualism is derived from the French spiritism of Allan Kardec and gives central importance to reincarnation.
The center affirmed the continuity of life after death (proved by Christ in his resurrection), the law of cause and effect, reincarnation, and the freedom and moral responsibility of people. Last known address: P.O. Box 114, Elon College, NC 27244. Read more: http://www.answers.com/topic/christian-spirit-center#ixzz3J37GUjBN)
# Academia?
Há falsários perfeitíssimos que enganaram aos melhores museus e especialistas. Mas descoberta a falsificação, nenhum falsário foi elevado à cadeira de nenhuma academia: imitação não é originalidade. O pastiche não é a genialidade.
# Iletrado?
“Fez o curso primário e estudou mais um ano com uma professora particular, que testemunha: ‘Distinguia-se por sua inteligência, sua memória prodigiosa e sua aplicação ao estudo. Só queria ler, não participava dos brinquedos nem das rodas dos outros meninos, e quando deles queria participar era tão sem jeito e sem graça, que preferia desistir’” (“O Diário” de Belo Horizonte, 1954, série de artigos).
E outro pesquisador no “Diário de Minas” (10-VIII-1958): “Que Chico Xavier não é um iletrado, como espalharam seus admiradores. Já há cerca de quinze anos acentuei como fez estudos secundários, e ainda muito jovem publicava sonetos seus, com sua assinatura, como um que transcrevi naquele artigo, sonetos melhores do que muitos psicografados que ele atribui à Bilac, por exemplo”.
Em todo caso Chico tinha, de nascença, uma grande queda à literatura, pelo gosto irreprimível de leitura, pela riqueza da sua imaginação e pela facilidade para escrever, tanto que já no quarto ano primário recebe menção honrosa num concurso sobre o Centenário da Independência do Brasil. (Repórter Ramón García y García na revista “Fatos e Fotos”, 1972, página 25).
# Chico disse depois que fora psicografado por um literato do além!
A quem pretende enganar, que não seja já fanático? Se tivesse sido psicografia de algum literato do além, teria ganhado o primeiro prêmio, não só menção honrosa: Os juizes perceberam clarissimamente o estilo de um menino do primário e isso é que quiseram homenagear…
Cada qual naquilo para que tem tendência e para o que treina. Chico tinha tendência literária, Gasparetto para a pintura, Rosemary Brown para música, Frank Cox para pianista, etc., etc. Por que os “espíritos” não escrevem música com Chico nem literatura com Cox…?
# O mesmo estilo de quando vivos?
Na realidade o que aquele grande crítico literário, Agripino Grieco, escreveu é muito diferente: “Os livros póstumos, ou pretensamente póstumos, nada acrescentam à gloria de Umberto de Campos, sendo mesmo bastante inferiores aos escritos em vida. Interessante: De todos os livros que conheço como sendo psicografados, escritos por intermédio de um médium, nenhum se equipara aos produzidos pelo escritor em vida” (“Diário da Noite”, São Paulo, 28-VI-1944).
Outro crítico literário, João Dornas Filho, a respeito, por exemplo, de Olavo Bilac: “Esse homem que em vida nunca assinou um verso imperfeito, depois de morto teria ditado ao Sr. Xavier sonetos interinos abaixo de medíocres, cheios de versos mal medidos, mal rimados e, sobretudo, numa língua que Bilac absolutamente não escrevia!” (“Folha da Manhã”, São Paulo, 19-IV-1945).
O crítico literário Osório Borba, a pedido do “Diário de Minas” (10-VIII-1958), resume assim sua perícia crítica, apoiado também no II Congresso Brasileiro de Escritores (1947): “Levo anos e anos pesquisando. Catei inúmeros defeitos de várias espécies, essenciais ou de forma. A conclusão de minha perícia é totalmente negativa. Aqueles escritos ‘mediúnicos’, por quem quer que conheça alguma coisa de poesia ou literatura, não podem ser tidos como de autoria dos grandes poetas e escritores a quem são atribuídos. Autores de linguagem impecável em vida aparecem ‘assinando’ coisas imperfeitíssimas como linguagem e técnica poética. Os poetas ‘desencarnados’ se repetem e se parodiam, a todo o momento, nos trabalhos que lhes atribuem ‘mediunicamente’. Por exemplo, Antero de Quental plagiando (!) em idéia e até em detalhes, literalmente um soneto de Augusto dos Anjos. Tudo isso está exaustivamente documentado, através de um sem número de citações e confrontos”.
“As pessoas que se impressionam pela ‘semelhança’ dos escritos ‘mediúnicos’ de Chico Xavier com os deixados pelos seus indigitados autores, ou são inteiramente leigas sem maior discernimento em matéria de literatura, ou deixaram-se levar ligeiramente por uma primeira impressão. Se examinarem corretamente a literatura psicográfica verão que tal semelhança é de pastiche, mais precisamente, de caricatura. O pensamento das psicografias (de Chico Xavier) é absolutamente indigno do pensamento dos autores a quem são imputados, e a forma em geral e a técnica poética, ainda piores. E há inúmeros casos de parodia e repetição de temas, frases inteiras, versos, além dos plágios”.
“Por exemplo, Bilac aparece com sonetos verdadeiramente reles, e incorretos, pensamento primário, péssima linguagem, péssima técnica poética, que qualquer ‘Caixa de Malho’ recusaria. De Augusto dos Anjos, os poemas ‘mediúnicos’ repetem assuntos, pensamentos, versos e frases. Etc.”.
Como diz o crítico literário Leo Gilson Ribeiro, “Uma coisa é clara: Quando o ‘espírito’ sobe, sua qualidade desce. É inconcebível que grandes criadores de nossa língua, depois da morte fiquem por aí gargarejando o tatibitate espírita” (revista “Realidade”, Novembro 1971, página 62).
O jornalista João de Scantimburgo objetava a Chico Xavier: “Eu insisto que a escrita automática é o produto do inconsciente do senhor, não de mediunidade. Na França foi publicada uma coleção de livros com o título genérico ‘A maneira de…’ em que algumas pessoas fazem a imitação de vários autores. Se o senhor ler, não distinguirá ainda que tenha profundo conhecimento do estilo do autor imitado. E trata-se de uma imitação consciente. O senhor imita autores dirigidos pelo inconsciente (?). Em nada supera as faculdades naturais” (“Diário de S. Paulo”, 8-Agosto-1971, 3.º caderno, página 7).
Ora, quando se trata de conteúdo… Insiste o jornalista citado: “Além de jornalismo, eu também tenho a carreira de Filosofia. E não foram psicografados conteúdos profundos e complexos como a obra (à maneira de) Platão, a de Aristóteles, a de Santo Agostinho, a de Santo Tomás de Aquino, a de Descartes, a de Kant, e a de outros filósofos e pensadores. Não será porque o senhor, Chico Xavier, não tem esses conhecimentos?”.
Em todas as psicografias de Chico Xavier o fundo é sempre o mesmo por mais diferentes que tenham sido os “espíritos” aos que se atribuem: Uma ‘religiosidade’ moralista, piegas, melíflua, repetitiva, absolutamente infantil… Quase três adjetivos por linha. Os mais usados: cariciosas, dulcíssima, inexcedível, amados…
Deveria bastar ler qualquer livro psicografado por Chico Xavier para compreender que tudo está muito longe de ser o que seus propagandistas proclamam. Tomemos a melhor publicação, a mais elogiada: “O Nosso Lar”. Tudo está plagiado de absurdos e contradições.
Como conclusão deste aspecto, a acertada qualificação divulgada por Dom Benedito Ulhoa, arcebispo de Uberaba, que conhecia muito bem o caso: “Chico Xavier não passa de um hábil pasticheiro”.
É mesmo psicografia?
# Em duas oportunidades, havendo eu instruído a um repórter da TV Gazeta e ao padre Herbert Günter, da TV “Pro Vobis” da Alemanha, comprovamos que Chico Xavier sabia o que acabava de “psicografar”…
# A técnica científica poderia refutar aos líderes do Espiritismo, mas Chico Xavier bem instruído por esses mesmos líderes, não permitia que se tirasse o eletroencefalograma e se fizesse outras análises clínicas quando dizia que estava psicografando, em público. Saberíamos se estava escrevendo inconscientemente, psicografia, ou se estava fingindo por escrever conscientemente.
Reconhecido pelo próprio Chico
Aliás, o próprio Chico Xavier, apesar de pretender disfarçá-lo, na realidade repetidas vezes, estava reconhecendo seu longo treino, por exemplo, quando confessou que “por quatro anos em trabalho muito cansativo e com muito esforço”, “até 1931 recebeu centenas de mensagens”, “mas Chico as destruiu, já que ‘não passavam, segundo ele, de exercícios de psicografia’” (Em entrevista à repórter Teresa Goulart na revista “Manchete”, 5 de Junho de 1982).
O testemunho do sobrinho
Amauri Xavier Pena, filho da irmã mais velha de Chico Xavier, Dona Maria Xavier, foi escolhido pelo tio para ser seu sucessor. Vinha treinando desde os treze anos. Aos 17 anos cedeu às insistências do tio. Treinado com grande constância na “psicografia”, mostrou maior facilidade do que o famoso tio para imitar os autores que lia. E assim publicou mais de cinqüenta livros “psicografados” imitando mais de cinqüenta autores, “cada qual no seu próprio e inconfundível estilo. Recebeu também uma epopéia de Camões em estilo quinhentista”, Cruz e Sousa, Gonçalves Dias, Castro Alves, Augusto dos Anjos, Olavo Bilac, Luís Guimarães Jr., Casemiro Cunha, Inácio Bittencourt, Cícero Pereira, Hermes Fontes, Fabiano de Cristo (?!), Anália Franco…, e até Bocage e Rabindranath Tagore. O boletim espiritista “Síntese”, de Belo Horizonte, fazia a divulgação.
“Um grande médium” era proclamado, mesmo depois da auto-retratação em Julho de 1958 no “Diário de Minas”. E lá mesmo, perante os jornalistas, imitou diversos estilos de autores famosos. “Tudo o que tenho ‘psicografado’ até hoje, apesar das diferenças de estilo, foi criado pela minha própria habilidade, usando apenas conhecimentos literários”, declarou.
E proclamou que seu tio Chico Xavier “não passa de um grande farsante”. E à revista “Manchete”: “Revoltava-me contra as afirmações dos espiritistas (que diziam que era médium). Levado à presença do meu tio, ele me assegurou, depois de ler o que eu escrevera, que um dia eu seria seu sucessor. Passei a viver pressionado pelos adeptos da ‘terceira revelação’”…
Como absurdamente chamam ao Espiritismo, com ele pretendendo suplantar, após as revelações do Pai e do Filho, a Terceira Revelação pelo Divino Espírito Santo o dia de Pentecostes.
“A situação torturava-me, e várias vezes, procurando fugir àquele inferno interior, entreguei-me a perigosas aventuras, diversas vezes saí de casa, fugindo à convivência de espíritas. Cansado, enfim, cedi dando os primeiros passos no caminho da farsa constante. Tinha então 17 anos”.
“Perseguido pelo remorso e atormentado pelo desespero, cometi vários desatinos (…). Vi-me então diante da alternativa: mergulhar de vez na mentira e arruinar-me para sempre diante de mim mesmo, ou levantar-me corajosamente para penitenciar-me diante do mundo, libertando-me definitivamente. Foi o que decidi fazer procurando um jornal mineiro e revelando toda a farsa” (…).
“Meu tio é também um revoltado, não conseguindo mais recuar diante da farsa que há longos anos vem representando”.
“Eu, depois de ter-me submetido a esse papel mistificador, durante anos (…), resolvi, por uma questão de consciência, contar toda a verdade” (Ver também “Estado de Minas”, 20-Janeiro-1971; revista “Realidade”, Novembro 1971, página 65; etc.).
Mais uma máscara
Com a retratação do sobrinho reconhecendo que tudo, dele e do famoso tio, era pura farsa, Chico Xavier, às pressas, simplesmente com a roupa do corpo, abandonando tudo, fugiu secretamente de Pedro Leopoldo.
# Após algum tempo escondido, verificou-se que reaparecera como médium psicógrafo em Uberaba. Até o fim da sua vida. E mais um engano ou disfarce tão grosseiro como atraente: na “Comunhão Espírita Cristã”…
Fingem ignorar que Espiritismo e Cristianismo são absolutamente incompatíveis.
# Mas Amauri Xavier Pena, carregado de remorsos, insistia na retratação. E os “espíritos superiores” decretaram sua morte: num muito conveniente “acidente” de carro…
O testemunho da irmã
Dona Maria Xavier, irmã mais velha e que se fizera de “mãe” de Chico Xavier, declarou inúmeras vezes que tudo isso da pretendida psicografia espírita era devido a incansável treino anos e anos a fio.
E freqüentemente declarou mais: que por tais testemunhos, Chico, quando já “médium” famosíssimo, por duas vezes tentou sugestioná-la para morrer, dizendo que os espíritos superiores haviam anunciado a morte dela para tal data. Errou. Novamente anunciou a morte para uns meses mais tarde. Errou de novo. Dona Maria Xavier não se deixou sugestionar pelo famoso irmão espírita.
Malandragens e mentiras
# Chico Xavier, quando “psicografa”, com os dedos tampa o olho esquerdo.
Para que? Nele é completamente cego.
# E com a palma da mão, folgadamente, encobre o olho direito fechado, de forma que num palpebrar rápido pode ver perfeitamente sem que os presentes percebam essa vulgar manobra…
Que, porém, não engana a nenhum aprendiz de mágico…
# Ou, então, deixa ao descoberto o olho esquerdo fechado, o cego, enquanto que encobre com a palma da mão com bastante folga o olho direito…
# Vendo-o falar sozinho, o pai leva-o à paróquia de Matosinhos, próxima a Pedro Leopoldo, para falar com o padre Sebastião Scarzelli. “Era um senhor muito bondoso, de quem eu recebia muitos conselhos e algumas penitências”.
“Uma das pequenas penitências impostas pelo padre: seguir todas as procissões que houvesse, carregando uma pedra de 15 quilos na cabeça. Uma vez eu tinha de rezar mil Ave-Marias. Ia rezando e contando. Quando chegava mais ou menos a 950, vinha um espírito brincalhão e me fazia errar a conta. Lá ia eu começar tudo de novo”.
“‘Cínico, tem parte com o Diabo, precisa internar’, e lá ia o pai com Chico ao padre, e tome mais Ave-Marias e outras penitências” (Entrevista ao repórter Ramón García y García, em “Fatos e Fotos”, 1977, artigo “As torturas a um menino órfão”, págs. 24 s).
– Alguém pode duvidar que estas afirmações de Chico Xavier sejam mentiras deslavadas? E quem assim mente quantas outras mentiras haverá proferido?
Doente mental
# Por motivos de saúde houve que fazer o eletroencefalograma de Chico Xavier, fora do controle dos espiritistas quando fingia que estava “psicografando”. Resultado esclarecedor: “Foco temporal classicamente responsável por distúrbios sensoriais, alucinações, ouvir vozes (…), arritmia, tendência a ataques epilépticos ou ‘transes’” (Ver, entre outras publicações, revista “Realidade”, Novembro, 1971).
# Depoimento do pai, Sr. João Cândido. Confessou o próprio Chico Xavier com referência à sua “iniciação mediúnica” na infância, de sonâmbulo falante e ambulante: “Meu pai estava querendo internar-me em um sanatório para enfermos mentais (…). Devia ter suas razões: naquela época me visitavam (…) também entidades estranhas perturbadoras” (Em entrevista ao repórter Mauro Santayana, “Folha Ilustrada”, São Paulo, 11-Julho-1982).
# Depoimento da madrinha, Dona Rita: “Dizia que eu era louco”. Surrava-me “por ser doido (…). Dizia a todo mundo que o menino era doido varrido” (Em entrevista ao repórter Ramón García y García, “Fatos e Fotos”, n.º 1072).
# Por afirmação do próprio Chico. Afirmou inúmeras vezes que estava sempre sendo assistido e inspirado por “Emmánuel”. Continuamente, ininterruptamente, dia e noite…, que o via, ouvia e sentia como a qualquer pessoa viva ou a qualquer coisa ao redor. Especialmente por “Emmánuel”, como chefe, mas também mais de 500 outros “espíritos” subordinados.
Sendo isto não só sem prova nenhuma senão também clarissimamente falso, como veremos, de duas uma: ou Chico Xavier não acreditava no que afirmava e seria um contínuo mentiroso e contínuo farsante, ou acreditava nessa afirmação e então estava completamente fora da realidade, o que significaria que era absoluta e continuamente louco em alto grau.
Surtos ou confirmações da loucura?
Se todo o proceder e afirmações de Chico Xavier foi totalmente farsa, os episódios a que agora vou me referir classificar-se-iam propriamente como surtos, ataques de loucura mais ou menos freqüentes. Se, porem, não fosse farsa, os casos que vamos citar seriam só confirmações, manifestações mais notáveis da sua plena e habitual grande loucura.
# Por exemplo, quando era escriturário no Ministério de Agricultura em Pedro Leopoldo: “Eu estava trabalhando, quando vi entrarem dois espíritos perturbados, que vinham já há vários dias fazendo ameaças. Um deles estava armado de revólver e, depois de me dirigir vários desaforos, disse que ia me matar. Dito e feito: apertou o gatilho e a bala atingiu meu ombro, mas só de raspão, porque eu ainda tive tempo de desviar o corpo (…). Tanto o tiro foi real, que eu fiquei oito dias com o ombro dolorido” (Em entrevista à revista “Realidade”, Novembro, 1971).
# “Este coelho não é muito honesto. Outro dia, dois gatos meus vieram denunciá-lo (…). O coelho, disseram, lhes estava comendo a razão de carne. Os coelhos deveriam ser herbívoros, mas este, acanalhado, virou carnívoro” (Ibidem).
# “Freqüentemente, quando viaja de carro, se nota uma folha ao vento ou alguma coisa semelhante, ‘mando parar. Temo que os cavalos do motor se assustem’ me diz Chico Xavier” (Ibidem).
# Etc., etc.
E as incongruências
Apresento algumas, entre milhares. Se Chico Xavier não era louco, a farsa seria gravíssima demais… Se Chico Xavier era um grande doente mental, não estranhariam as contínuas e enormes incongruências e que ele as atribuísse a “espíritos” superiores.
A propaganda que dele fazem os líderes do espiritismo é que deveria estranhar se não fosse conhecido o fanatismo e mesmo tortuosa intenção…
# No “Parnaso de Além Túmulo” Chico Xavier apresenta um soneto, no “estilo dos sonetos do exílio” como se fosse uma psicografia ditada pelo “espírito” de Dom Pedro II.
Ora, o “espírito” de Dom Pedro II não sabia nem ninguém lhe comunicou no além, nem a ele nem a Chico, que os “sonetos do exílio” não eram de Dom Pedro senão de um nobre que o acompanhava? (Com toda razão Gustavo Barroso ridicularizava então a Chico Xavier num artigo em “O Cruzeiro”).
# “E no caso de Humberto de Campos é mais grave”…
“Porque ele capricha em obedecer ao Decreto do Governo Federal que instituiu a ortografia fonética, decreto baixado depois de seu trespasse” (Timponi, Miguel: “A Psicografia ante os Tribunais”, 4.ª edição, página 333).
# Chico Xavier fundou em Pedro Leopoldo o Centro Espírita São Luís Gonzaga, Rei da França.
Isto é, os “espíritos superiores” que pretendidamente assessoram a Chico seriam tão ignorantes, que não sabem que São Luís Gonzaga, jesuíta, italiano, morto muito jovem no século XVI é completamente diferente de São Luís, Rei da França, das Cruzadas, morto velho no século XIII.
# A “psicografia” mais reeditada e mais vendida, mais traduzida a outras línguas, mais difundida em Teatro e Televisão… é a novela “Nosso Lar”.
Não sabemos que admirar mais, se a tão delirante como brilhante imaginação de Chico Xavier ou o “fanatismo” dos seus propagandistas:
Conta a história no além do “espírito” do famoso médico Dr. Osvaldo Cruz, que no além e nas numerosíssimas mensagens transmitidas a Chico e nos numerosos lares e centros de espiritismo que patrocina, recebe o nome de André Luís. Este espírito “desencarnado”, ficou oito anos andando, andando (com que pernas?) sem saber por onde nem para onde. “Persistiam em mim as necessidades fisiológicas sem modificação” (um desencarnado precisando esconder-se detrás de arbustos para fazer xixi e cocô!). “Castigava-me a fome de todas as fibras” (?), “De quando em quando deparavam-se-me verduras (no além!), que me pareciam agrestes, em torno de humildes filetes d’água a que me atirava sequioso. Devorava (com que dentes?) as folhas desconhecidas, colocava os lábios (?) à nascente turva”, “Suguei lama da estrada”. “Não raro era imprescindível ocultar-me das enormes manadas de seres animalescos, que passavam em bandos quais feras insaciáveis”.
Por fim chegou “à frente de grande porta encravada em altos muros, cobertos de trepadeiras floridas e graciosas”. É o “Nosso Lar”, uma colônia espiritual do além consagrada ao Cristo, fundada por “espíritos” portugueses “desencarnados” no Brasil no século XVI. Tem um milhão de “almirantes”. Está num lugar do espaço mais perto do Sol do que da Terra (que cegos nossos astrônomos e astronautas que não encontraram no nosso sistema solar água, nem plantas, nem feras, nem habitantes, nem construções… nem esse “planeta”). Ocorria um movimento de greve para melhorar a comida, mas a ordem foi logo restabelecida com censura à imprensa, prisões em massa. André Luiz descreve “vampiros, rostos encabeirados, mãos esqueléticas, fácies monstruosas” com vômitos negros (apesar de desencarnados!?). Quem na Terra usou os olhos para o mal, em “Nosso Lar” (como espírito desencarnado!) comparece com as órbitas vazias. Quem usou as pernas para o mal, (desencarnado!) fica paralítico e mesmo sem pernas. Mas de um a outro lado da colônia, há um serviço regular de aerobus.
Naqueles dias o governador do “Nosso Lar” comemorava seu 114.º aniversário de governança (lá também há ditadura!), assistido por doze Ministérios, cada ministério orientado por 12 ministros (lá também há cabides de empregos).
Através das brechas nos muros da cidade, por desleixo do Ministério e dos serviços de Regeneração, havia intercâmbio clandestino (como o contrabando daqui!), pelo que o Governador “mandou ligar as baterias elétricas das muralhas da cidade, para emissão de dardos magnéticos”.
# Toda a sua vida Chico Xavier proclamou que seu principal “espírito guia” era “Emmánuel” (assim, com acento tônico na letra a, proparoxítona), afirmando que fora “senador romano dos tempos de Cristo”.
Chico ouviu que o latim não tem oxítonas, e transformou a palavra em proparoxítona. É que nenhum “espírito” do além saberia que a palavra “Emmánuel” não existe, é Emmanuel (oxítona), como Manuel, Gabriel, Rafael, Miguel.
E nenhum “espírito” de morto saberia que Emmanuel não é uma palavra latina, senão hebraica, que significa “Deus conosco”, termo profético aplicado na Bíblia a Jesus Cristo.
# Quando ridicularizei a afirmação de Chico, pois nos tempos de Cristo nenhum senador romano poderia chamar-se “Emmánuel”, nome cristão, e então o Cristianismo ainda não chegara a Roma, Chico Xavier inventou que “Emmánuel” era o pseudônimo de Públio Léntulo.
Corresponderia o ônus da prova a Chico Xavier…, ou a “Emmánuel”.
Houve um senador romano chamado Publius Cornelius Lentulus, padrasto do Imperador Marco Antônio, e foi destituído do Senado por corrupção e por corrupção executado a pedido do célebre orador Cícero. Mas nenhum “espírito” de morto sabia que essa execução foi no ano 63 antes do nascimento de Cristo… Portanto, bem longe de ser contemporâneo de Jesus.
# Quando perguntei, publicitariamente, contra a absurda afirmação dos espiritistas kardecistas, se “Emmánuel” esquecera de reencarnar, Chico Xavier inventou que “Emmánuel” tivera outras duas reencarnações posteriores, o padre Manuel da Nóbrega, jesuíta, e o padre Damián, espanhol.
O ônus da prova?
Agradeço a homenagem: sou jesuíta e espanhol.
# Acontece que Chico Xavier disse que o padre Manuel da Nóbrega teria sido a última reencarnação de “Emmánuel” segundo revelação dele próprio (Citemos, entre tantas fontes, por exemplo, “O Popular”, de Goiânia, 19-Novembro-1975, 2.º Caderno, página 15).
Quando mente Chico Xavier? Quando diz que a última reencarnação de “Emmánuel” foi no padre Nóbrega, ou quando diz que no padre Damián? (Claro, as duas são mentiras).
# Mas mesmo com as tais supostas duas reencarnações não se resolve o problema. O padre Manuel da Nóbrega morreu em 1570. Segundo Chico teria reencarnado 50 anos depois (portanto 1620) no padre Damián, espanhol que haveria evangelizado na França.
Ora, e depois voltou a esquecer de reencarnar?
# Acontece também que todos os senadores romanos (“Emmánuel”), e todos os jesuítas até há poucos anos (padre Manuel da Nóbrega), e todos os padres antigos (como seria o não identificado padre Damián) falamos latim. Desafiei em nome da Parapsicologia Internacional: 10.000 dólares a Chico e mais outros tantos a cada um dos que coubessem na sala, se Chico conseguisse falar ao menos um minuto comigo em latim. E nas mesmas condições outros 10.000 se falasse em espanhol (padre Damián). E nas mesmas condições outros 10.000 se falasse em francês (padre Damián, de novo).
# Etc., etc., etc. Acrescentarei mais alguns disparates somente a respeito da reencarnação, absurdo de que espiritistas kardecistas são ferrenhos propagadores…
E se dizem cristãos, sendo que é impossível conciliar reencarnação com ressurreição, esta que é baluarte principal da fé cristã. O próprio Cristo, e Nossa Senhora já não mais existiriam, pois haveriam reencarnado já várias vezes!
# Inúmeras vezes Chico cai em contradição com respeito à reencarnação. Por exemplo, na “Mensagem aos meus pais” do “espírito” de Syumara de Oliveira “psicografada” por Chico: “Conservem a certeza de que surgirá o dia em que nos reencontraremos para a felicidade sem ponto final” (Reunião Pública no Grupo Espírita da Prece, Uberaba, 7-Junho-1980).
O que é proclamar a ressurreição e felicidade eterna.
# Igualmente na tão paparicada “psicografia” em que teria escrito em espelho e em inglês,
Não fosse evidente que foi desenhada muito pacientemente uma frase aprendida de cor; truque tão infantil; perante que testemunhas “psicografou” tal frase?…
Mas o que agora frisamos: o conteúdo da frase é contra a interpretação reencarnacionista da dor, contra a doutrina espiritista em geral, e no sentido cristão de colaborar com Cristo na Redenção do mundo: (Tradução) “Meus caros amigos espiritualistas, o conhecimento dos homens é nulo em face da morte (o conhecimento dos espiritistas, pois a eles seria dirigida a mensagem de “Emmánuel”); suportai a vossa Cruz com paciência e coragem. A dor e a fé são os maiores tesouros terrenos e o trabalho é o ouro da vida”.
# Se a dor e as doenças fossem em castigo de “reencarnações” anteriores como absurdamente diz o próprio Chico e os espiritistas kardecistas em geral, Chico Xavier seria, em vez de um espírito muito desenvolvido, como pretendem, pois desde criançinha teria péssimo “karma”, perdendo a mãe aos cinco anos, foi maltratado por cruel madrinha, sempre teve péssima saúde, sexualmente invertido, tendência à epilepsia e alucinações, sofreu dois infartos, teve labirintite muito violenta, a próstata temia-se que o levasse à morte prematura, ficou cego do olho esquerdo, etc., etc.: Uma coletânea do pior “karma” (!?).
# Em resposta ao repórter Almir Guimarães, Chico afirma que o Beato padre José de Anchieta está “no plano espiritual” (“Pinga Fogo” da TV Tupi e “Especial Encarte” do “Diário de S. Paulo”, Dezembro 1971, página 12).
É claro, não há reencarnação, está ressuscitado com corpo espiritualizado no Céu por toda a eternidade.
Mas com referência a essa absurda doutrina dos espiritistas kardecistas, também o padre Anchieta esqueceu de reencarnar?
E também agradeço a nova homenagem: O padre Anchieta também era espanhol e jesuíta…
# Quando Chico praticava “exercício ilegal da medicina” (artigo 284 do Código Penal), as receitas seriam por “psicografia” do “espírito” de Bezerra de Menezes.
Mais um que haveria esquecido de reencarnar…
# Etc., etc.
Vaidade doentia
Muitos ficam surpresos pelo fato concreto de o “humildíssimo” Chico usar peruca até terminar o implante de cabelos, e antes sempre boina.
É típica a vaidade exacerbada como mecanismo doentio para compensar defeitos que poderiam levar ao complexo de inferioridade. Em Chico Xavier, homossexualidade, toda a vida doente, surtos ou contínua psicose… Não insistirei nisto, só o mínimo para desmascarar em Chico o contínuo fingimento de humildade. Bastem as palavras do grande psiquiatra Professor Dr. Silva Mello: “Dentro do espiritismo, do mediunismo, da psicografia há muito desejo oculto, muita necessidade de ser diferente e maior e melhor do que os outros, muita vaidade, muito amor próprio (…) bem disfarçado (…). E talvez em nenhum território humano apareça isso de maneira tão evidente como justamente no campo do espiritismo” (“Mistérios e Realidades deste e do Outro Mundo”, página 277).
Nem adivinho, nem inspirado
Nada teria de mais que Chico Xavier tivesse alguma adivinhação, do pensamento ou realidade, em relação com alguma pessoa viva, no presente ou num passado ou futuro não muito distantes. Como tantas outras pessoas têm, ou mesmo todas alguma vez. Mas Chico Xavier não tinha um mínimo que fosse de controle da adivinhação, nem estava contra o que afirmava, inspirado continuamente, ininterruptamente, dia e noite, especialmente por “Emmánuel” e mais outros 500 guias.
Além de ganhar os 60 mil dólares com que durante 40 anos eu lhe vim desafiando em nome da Parapsicologia Internacional,
# Não teria sido enganado por Otília Diogo nas fraudulentas materializações na própria casa de Chico Xavier, em Uberaba, farsa grosseira e contínua na que tão entusiasticamente colaborou, até ser tudo desmascarado pela equipe de repórteres (revista “O Cruzeiro”, ampla série de reportagens nos primeiros meses de 1964; e outras muitas reportagens posteriores, por exemplo, 27-10-1970; e em outras revistas inclusive do estrangeiro, por exemplo, na revista “Creencias Populares”, da Argentina, Março de 1975; e em jornais, por exemplo, série de quatro artigos em “A Gazeta” de Curitiba; etc.).
# não teria confiado tão entusiasticamente, ao ponto de designá-lo para seu sucessor, em Amauri Xavier Pena, o sobrinho que o desmascarou.
# não teria confiado nem deixado que seu “filho” adotivo, o dentista Eurípides Higino dos Reis, e a ex-mulher deste, Cristine Gertrude Shulz, desviassem dinheiro em grande quantidade durante anos, como denunciou o promotor de Investigações Criminais Dr. José Carlos Fernandes (“Veja” 14-fevereiro-2001; “Contigo”, 20-Fevereiro-2001; “O Estado de São Paulo”, 31-Março-2001; “Jornal do Brasil”, 21-Setembro-2001; etc., etc.).
# entre outros muitos exemplos, não haveria obtido tão facilmente êxito o repórter Hamilton Ribeiro. A seu pedido, Chico Xavier “psicografou” uma mensagem do “espírito” da mãe do Sr. João Guignone, Presidente da Federação Espírita do Paraná.
Acontece que foi artimanha do repórter, a senhora “comunicante” está viva em Curitiba.
# Continua o repórter Hamilton Ribeiro: “Agora vou ler a receita psicografada do pedido que fiz hoje em nome de Pedro Alcântara Rodrigues, Alameda Barão de Limeira, 1.327, apto. 82, São Paulo (…). Na letra inconfundível da psicografia (de Chico Xavier), lá está: ‘Junto dos amigos espirituais que lhe prestam auxílio, buscaremos cooperar espiritualmente em seu favor. Jesus nos abençoe’”.
“O que pensar disso? Nem a pessoa com aquele nome, nem mesmo esse endereço existem. Eu os inventei” (revista “Realidade”, Novembro 1971).
# Instruído por mim, um deputado que havia perdido recentemente seu filho num acidente de moto, ficou conversando na ante-sala de Chico Xavier com uma determinada senhora, como se fosse simplesmente uma amiga. Entraram. O “espírito” do filho falecido, pela “psicografia” de Chico Xavier afirmou que estava lá presente, vendo-os, e pediu para que levassem um recado de consolo para a mãe, e comentou sobre a imprudência juvenil com que acelerou a moto…
Falharam os informadores que Chico tinha na cidade e na ante-sala. É prova de que “Emmánuel” & Cia. são pura falsidade. Acontece que a “amiga” que o “espírito” do morto estaria vendo que estava lá, e para quem um recado deveria levar, era mesmo a mãe!
E não fora o filho quem acelerou, ia de carona!
Conclusão geral

Servimo-nos da recomendação aos espiritistas proferida pelo crítico literário João Dornas Filho que, como vimos, tanto invocavam deturpando-o: “Não devem lançar mão de fenômenos que não têm a transcendência que supõem, dados os veementes indícios de que interessam mais à psiquiatria (…). O fanatismo é o aniquilamento de todas as construções realistas (…). A psicografia (…), já está tomando ares dogmáticos que a boa razão absolutamente não aceita” (“Folha da Manhã”, São Paulo, 19-Abril-1945).

 
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Publicado por em 06/06/2021 em Brasil

 
 
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