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Arquivo da Categoria: educação

Esperança

10364026_699346033472459_8765436304207180353_nOuvi muitos dizerem que a copa não tem nada a ver com política, mas tem! Há sete anos atrás, quando a FIFA anunciou que o Brasil sediaria a copa em 2014, Lula prometeu reformas para problemas estruturais do Brasil, teríamos investimentos em educação, saúde, segurança, comunicação, infraestrutura, etc. Ele defendeu a copa como uma solução e uma oportunidade pro País.

Muita promessa e nada foi feito, além das 12 arenas. O custo da copa beirou R$ 30 BILHÕES. O legado? Um País doente, sem educação, transito beirando ao caos e segurança, bem sobre ela, é só abrir o jornal.

Por isso, vibrei com cada gol da Alemanha. Pra quem sabe amanhã vibrar com um Brasil melhor.

Madame Bê

 

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Sobre páginas viradas

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No alto da montanha existe uma enorme muralha.

Ela esconde um castelo ancestral cujos inúmeros cômodos são repletos de livros, catalogados rigorosamente por lugares e épocas. Na ampla sala principal, soberano sobre tudo, há um relógio antigo e estranho com vários ponteiros desenvolvendo movimentos confusos.

Desde o início dos tempos, um ancião é o único guardião do castelo. É assim apenas porque ser idoso combina com livros de folhas amareladas, pois para ele o tempo jamais passa (já era velho quando chegou ao castelo levando o primeiro livro e aquele relógio esquisito).

E os livros não param de chegar, com suas páginas numeradas – a data final gravada na última folha. Identificando cada um, a capa possui o nome do dono, caprichosamente desenhado em letras douradas.

O tempo contado pelo relógio impulsiona os registros que o ancião faz, pausada e ininterruptamente, nos diferentes livros – um para cada ser vivente – a começar pela data na primeira folha, indicativa do início daquela vida.

Momentos compartilhados unem as páginas dos diversos livros, num emaranhado de correntes mágicas: o que o velho anota em um surge nas páginas dos outros, conforme aqueles seres vivenciam a mesma história. Nas despedidas, as páginas são viradas e o elo se rompe.

Escrita a última linha, o livro é fechado e arquivado na estante correspondente em um dos cômodos, seguindo misteriosos critérios.

Tudo muito organizado, não fosse o forte vento que sopra no cume da montanha. Ele entra brincalhão pela janela sempre aberta e, sorrateiro, vira as folhas dos livros que ainda estão sendo escritos.

Então refazem-se vínculos e o idoso senhor prossegue na narrativa em páginas antes viradas.

Dessa benéfica confusão resultam momentos mágicos em que o relógio secular, incapaz de fazer o tempo voltar, fica paralisado.

E aos seres surpreendidos por essa reunião inesperada fica a grata constatação de que não envelhecem naqueles breves momentos.

(Aysha)

 
2 Comentários

Publicado por em 01/04/2014 em educação

 

Imaginem esses tipinhos na copa de 2014


O que dizer de um torcedor que vai ao jogo de futebol com um sinalizador? Com certeza vai com a intenção de dispará-lo. Oh povo sem educação! Outro dia assisti uma porção de torcedores depredarem o aeroporto de Cumbica, SP. Pessoas assim esquecem que existem outras além deles. São extremamente egoístas, arruaceiros e mal educados.

Claro que a intenção não foi de matar ninguém, mas aconteceu. Um garoto de 14 anos está morto, e 12 brasileiros estão agora presos na Bolívia. Espero sinceramente que o responsável apodreça na cadeia e no caso do culpado não se identificar, que fiquem os 12 por lá fazendo trabalho voluntário. E aos que voltaram espero que aprendam que o mundo não gira em torno de partidas de futebol…

Madame Bê

 
 

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Será que o saci cruza as pernas?

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Brasil sempre foi a casa da mãe Joana, dirigido por manda chuvas que passam a mão na bufunfa, e todos nós pagando mico, mas a culpa é nossa, afinal os políticos são nosso reflexo, é nós que os elegemos, então o problema é nosso, sem falar que a maioria de nós faria o mesmo.

Esse tal jeitinho brasileiro, na verdade é maior prova disso. O que falta para o povo brasileiro, é educação. Somos totalmente desprovidos dela. Nesse País ninguém respeita o alguém, é cada um por si e deus por todos. Um ditado, aliás, que diz muito sobre nós.

Não me refiro à educação que vem das escolas, mas aquela que vem de berço. Respeitar o espaço do outro não é coisa corriqueira, e parece que isso não vai mudar, então a esperança morre aqui. Pelos menos até eu bater as botas, tenho convicção de que será assim. Bem, quem sabe na próxima eleição eu não me candidate também, e comece a mamar na mesma vaca.

Madame Bê

 
 

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Adrenalina Pura

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Hoje quando eu vinha voltando de POA, já em minha cidade, subindo o morro, vi um cara em uma moto no meio da rua esperando o carona. Este vinha correndo com arma em punho, provavelmente havia acabado de assaltar a madeireira. Adrenalina subiu nas alturas.

Assistindo aquela cena, nada mais que dois minutos, tive tempo de pensar se atropelava os dois ou se desviava. Confesso que a vontade de atropelar aqueles dois trombadinhas foi muito grande, mas em cima da hora desviei, e não sei até agora por quê.

Uma cena como esta, é difícil de esquecer, e você fica se remoendo, de não ter feito o que deveria fazer, e quando você se dá conta a coisa toda aconteceu. Em uma fração muito curta de tempo. Agora já em casa, acredito que eu tenha feito a coisa certa, pois os bandidos poderiam não morrer, apesar de ter certeza que meu carro passaria em cima da moto e dos dois delinquentes.

Assaltos como esse, acontecem aos milhares no Brasil, e isso é uma pena. E quando digo que o aborto deveria ser legalizado, vem um bando de religiosos condenando quem é a favor. E mais uma vez tenho dito!

Madame Bê

 

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Amor

 
 

Ainda sobre planos…

O interessante na questão é que, assim como os seguros, os planos de saúde são contratados na intenção de não serem utilizados (no caso dos seguros de vida, a pessoa compra sabendo desde logo que jamais irá receber a indenização).

Por isso são seguros de VIDA, planos de SAÚDE. Os outros seguros não são nominados seguro de terceiros, contra roubos, de acidentes pessoais?! O correto seria, portanto, seguro contra a morte, porque enquanto houver vida, ninguém recebe o prêmio! Da mesma forma, se o plano fosse mesmo de saúde, a pessoa doente perderia o direito.

E tudo porque o ser humano é cheio de superstições, de medos: sabem de suas limitações físicas, das inúmeras doenças curáveis a que estão expostos no dia-a-dia, do envelhecimento natural, mas, como o avestruz, colocam a cabeça dentro de um buraco, contratam seguros, planos de saúde, e torcem para nunca precisar usar!

E ainda bem que assim procedem, porque existem aqueles que acham toda a prevenção bobagem e perdem os bens não segurados e morrem deixando suas famílias desamparadas.

Portanto, planejemos uma vida longa e saudável, sem nos esquecermos de nos manter seguros dos imprevistos!

E, falando em imprevistos: escolher médicos que assinam boas revistas pode ajudar a passar melhor o tempo sempre interminável de espera.

Aysha

 

Aborto

Casuza já cantava! Que País é esse…

Um país com tanta desigualdade social como o Brasil, ainda não ter legalizado o aborto é uma insulto contra a mulher. Abortos clandestinos já são feitos, e aos milhares.

A mulher ainda precisa se sujeitar a regras de uma sociedade machista e hipócrita, que obriga a gerar um filho sem que ela esteja preparada psicologicamente e ou financeiramente. Fique esperto, a maternidade involuntária agrava o contexto social e econômico do País, aumenta as taxas de mortalidade infantil e obriga famílias sem recursos a viver na pobreza extrema. Eu acredito que o aborto é uma causa social.

Quando você para em um sinal fechado e vê crianças pedintes perambulando por lá, sujas, maltrapilhas, sem a mínima educação, o que você pensa?  Acredita que um dia elas poderão ser um adulto como você?  Não acha que seria melhor essa criança não ter nascido? Quando você é roubado por um pivete, qual a sua reação?  De alegria ou de raiva? Não concorda que essa criança não deveria ter nascido?  Quando você vê ou lê nos meios de comunicação que um bebê foi jogado no lixo não fica entristecido? Concorda comigo que essa criança não deveria ter nascido? Como eu disse; o aborto é uma causa social.

A legalização não vai obrigar,  muito menos incentivar, uma mulher a fazer um aborto.

Sinceramente, não consigo entender porque o aborto ainda não foi legalizado. Então me vem a pergunta: Seria talvez porque a religião ainda influência nossos políticos? Se for esse o caso, eu faço como Pôncio Pilatos,  e lavo minhas mãos.

Pronto, desabafei! É o que EU penso.

Madame Bê

 
 

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Apenas demagogia eleitoreira

A questão das cotas em universidades federais é apenas um exemplo de como o poder público usa a seu favor o resultado a que deu causa.

Nos anos 70, as escolas públicas eram as melhores. Havia o Exame de Admissão para preenchimento das vagas e os alunos que não logravam aprovação eram obrigados a pagar seus estudos em escolas particulares.

Naquela época, o Exame Vestibular destinava-se a selecionar, entre os alunos egressos das escolas públicas, os que se destacavam para suprir as vagas nos diversos cursos. Pouquíssimos alunos de escolas particulares conseguiam passar no vestibular.

O que aconteceu com o Brasil nesses 40 anos?! A situação se inverteu completamente!. Qualquer aluno mediano luta por uma bolsa de estudos numa escola particular e os pais que possuem o mínimo de condições financeiras pagam os estudos dos filhos. Dizer que seu filho estuda em escola pública é quase vergonhoso! Como – a partir de agora – entrar numa universidade federal através das cotas passará a ser.

O resultado da votação dessa lei destina-se unicamente a angariar votos das classes envolvidas, que vem sofrendo desde a infância com a ausência da formação básica, da estrutura educacional necessária a desenvolver o pensamento, a autodeterminação. Ou seja, ausência de qualquer mecanismo que possibilite escolher seus representantes com consciência.

Porque se fosse a intenção dos representantes dessas minorias contribuir para a igualdade social e intelectual, a exigência não seria de cotas em universidades, mas cotas em escolas particulares, desde a mais tenra infância. Ou, melhor que isso, escolas públicas, senão melhores, pelo menos com qualidade igual às particulares.

Mas isso demanda tempo, isso é um investimento em longo prazo e as eleições estão aí e o mandato deles é de 4 anos. Não existem programas do governo para além das eleições, cada um defende o seu e ninguém pensa no Brasil, muito menos nos brasileiros.

Investir na infância significa jogar dinheiro fora em quem poderá votar apenas daqui a uns 9 anos e, pior, votará com consciência e, os tais representantes sabem, não votará neles!!

Então, o mais fácil é garantir os votos agora e deixar o problema para os outros.

O que as minorias não percebem é que não foi uma vitória. Foi um prêmio de consolação com uma bomba relógio acoplada.

Vão entrar na universidade, mas não conseguirão sair!

Afinal, os outros que lograram melhores notas no ENEM, que entraram pela lei natural dos melhores vencem, estão aptos a cursar as matérias, possuem condição de obter a média necessária para aprovação. E os outros, sem a base necessária?! Irão reprovar?! Ou serão criadas médias de aprovação distintas?! A média 6 dos alunos, para os cotistas será qual?! E, no caso dos alunos de medicina, haverá cotas também na residência?!

O que fica claro é que os senadores e deputados, juntamente com o governo, apenas se livraram da pressão, da necessidade de “mostrar serviço”. Ganharam os votos dos coitados que não perceberam o presente de grego que receberam e passaram o problema para quem estiver no poder quando a bomba estourar – ocasião em que estarão gozando de uma aposentadoria bem remunerada.

Aysha

 
 

Doutores de cor

Na minha humilde opinião as coisas no Brasil estão às avessas. Em vez de melhorar o ensino das crianças, prefere-se aprovar uma lei que assegura 20% das vagas oferecidas pelas Universidades para negros e índios.

O que não me entra na cabeça, é como os negros, que não são poucos, permitem uma lei tão racista?

Ou estão dizendo que todas pessoas de cor são pobres e todos brancos ricos?

Ou querem dizer  que só os brancos são “inteligentes”.  É isso?

O branco pobre que se rale?

Por favor, gente! Isso é demagogia.

Ok, se é assim… Então depois de doutores formados, não reclamem com a falta de clientela.

 Fica aí minha dica.

Madame Bê

 
 

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